quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Recursos Educacionais Abertos

 
Tema de projetos governamentais e institucionais, os Recursos Educacionais Abertos tornam publicações, teses e cursos acessíveis a qualquer um pela internet

Cinthia Rodrigues – iG São Paulo

O termo Recursos Educacionais Abertos (REA) criado pela Unesco há 11 anos pode ainda ser bastante desconhecido, mas as aplicações práticas têm milhões de adeptos mundo afora. São exemplos de REA a Khan Academy e cursos online abertos como os de MIT, Harvard, Columbia e Stanford. No Brasil, as universidades também começam a baixar os escudos da academia e projetos de lei tentam tornar público materiais comprados pelos governos.
 
Pela definição da Unesco, “Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”. Cabem aí cursos inteiros ou parciais, livros ou capítulos, vídeos, artigos acadêmicos e aulas em qualquer formato, ou seja, tudo que serve para aprendizagem tem potencial para ser REA, basta estar online e sem bloqueio por senhas, proibições autorais ou formatos que dificultem o acesso.

Os modelos de REA mais conhecidos, no entanto, não são iniciativas de governos. A maioria deles vem de instituições de ensino e pessoas. A abertura de cursos online pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT em 2001 é considerada a precursora dos Recursos Educacionais Abertos. A própria denominação da Unesco surgiu depois.

No ano passado a quantidade de universidades com conteúdo aberto cresceu exponencialmente. Foram criadas as plataformas EDX - que já estreou com curso do próprio MIT e da renomada Harvard e ganhou outras parceiras – e Coursera com materiais de pelo menos 25 universidades de diferentes partes do mundo.

Entre as iniciativas pessoais, a mais popular é a do americano Salman Khan, criador da Khan Academy, um site com aulas gratuitas em vídeos que tem 6 milhões de usuários por mês em 216 países. “Cada pessoa pode optar por uma licença aberta a tudo o que publica na internet”, explica Bianca. A principal opção para deixar clara a intenção de compartilhamento é publicar como Creative Commons, uma licença livre que se opõe ao Copy Right, em que todos os direitos da obra são reservados.

Saiba mais sobre o assunto:

REA Brasil
www.rea.net.br


Exemplos de REA:

Khan Academy www.khanacademy.org

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Elke Erb - matriarca da cena poética berlinense contemporânea


Cultura

Ênfase no concreto e visão aguçada do cotidiano caracterizam obra da poeta. Mas Erb acrescenta o experimento linguístico e sua ironia particular. Uma referência importante para as jovens gerações de autores.
Espécie de matriarca da cena poética berlinense contemporânea, Elke Erb nasceu numa pequena cidade da Renânia do Norte, mas passou parte da infância e adolescência na República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), para onde seu pai, o crítico literário Ewald Erb, decidira emigrar em 1949. Ela se formou em Germanísitica, Eslavística, História e Pedagogia na Universidade de Halle.
Também conhecida como tradutora do russo, inglês e georgiano, Elke Erb verteu para o alemão escritores de gerações diversas, como Alexander Pushkin, Marina Tsvetáieva, Anna Akhmátova, Velimir Khlébnikov, Oleg Yuriev e Olga Martynova. Sua vida como escritora na Alemanha Oriental encontrou os obstáculos comuns a todos os que se recusaram a uniformizar-se de acordo com a estética do regime, e ela foi vigiada pela polícia secreta Stasi, do mesmo modo que Peter Huchel e outros poetas e escritores.

Erb costuma combinar contos, poemas e ensaios num mesmo volume. Estreou em 1975, com Gutachten. Poesie und Prosa (Avaliações. Poesia e prosa), ao qual seguiram-se, até a queda do Muro de Berlim, Einer schreit: Nicht! Geschichten und Gedichte (Alguém grita: Não! Histórias e poemas, 1976), Trost. Gedichte und Prosa (Consolo. Poemas e Prosa, 1978), Vexierbild (Ilusão de ótica, 1983), e Kastanienallee. Texte und Kommentare (1987), cujo título evoca uma avenida berlinense.

Detalhe realista e experimentalismo linguístico
"Poeta do absurdo" Christian Morgenstern influenciou Erb
Elke Erb seguiu vivendo no leste da capital alemã após 1989, e hoje tem papel importante para as gerações mais jovens de poetas, como editora e por seu próprio trabalho poético. A exemplo de outros poetas que iniciaram e conduziram grande parte de seu trabalho sob a vigilância dos controles estéticos de um Estado comunista, há na obra de Elke Erb uma ênfase sobre o concreto e material e uma visão aguçada sobre a vida cotidiana.
A essas características, porém, ela une um trabalho sintático pessoal, com ironia bastante particular. Por vezes, recorre até mesmo a uma linguagem quase infantil, num trabalho sonoro e semântico que remete à poesia do absurdo do inglês Edward Lear, ou, em alemão, a Christian Morgenstern e o dadaísta Hans Arp.
Os experimentos sintáticos de Elke Erb demonstram afinidades com o trabalho das escritoras norte-americanas ligadas à revista L=A=N=G=U=A=G=E, e ela encontrou em Rosmarie Waldrop uma tradutora e interlocutora congenial. Em 1995 a editora Burning Deck Books, de Waldrop, lançou Mountains in Berlin, uma antologia de poemas de Elke Erb traduzidos para o inglês.

Grande dama da poesia
Nos últimos anos, a autora alemã publicou basicamente coletâneas de poemas, vários pela importante editora de Urs Engeler, entre os quais: die crux(2003), Gänsesommer (2005), Sonanz. 5-Minuten-Notate (2008), assim como Freunde hin, Freunde her (2005). Em 2012 foi convidada a integrar a Academia de Artes de Berlim.
Numa resenha do livro Sonanz, Tom Pohlman discute como Erb oscila entre gêneros literários distintos. Ele menciona o mal-estar de pertencer a um gênero delimitado – comum entre os poetas contemporâneos, mas que os une por um interesse quase científico no funcionamento da linguagem. A esse grupo, Pohlman subscreve Elke Erb, assim como os franceses Francis Ponge e Philippe Jaccottet, ou a dinamarquesa Inger Christensen, entre outros. Mas é possível também incluir aqui a própria Rosmarie Waldrop, tradutora de Erb nos Estados Unidos, ou Hilda Hilst, do Brasil, ainda que de maneiras distintas.
Com a chegada de mais uma geração de poetas na língua alemã nestes últimos anos e o respeito que também têm dedicado ao trabalho de Elke Erb, parece cada vez mais clara e certa sua ascensão à posição de uma das Grandes Damas da poesia germânica contemporânea, ao lado de Ulla Hahn e Friederike Mayröcker, entre outras.

Autor: Ricardo Domeneck
Revisão: Augusto Valente

Fonte: DW

III Simpósio Ambientalista de Goiás começa hoje


A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, juntamente com o Fórum Estadual de Secretários Municipais de Meio Ambiente e Consórcios Públicos, realizam nesta terça-feira, dia 26, o III Simpósio Ambientalista de Goiás. O evento vai ocorrer a partir das 8h30, no Auditório da Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG (Av. Araguaia nº 1.544, Ed. Albano Franco, Vila Nova - Goiânia – GO).

A programação conta com a entrega da Comenda dos defensores do Meio Ambiente e Abertura Oficial com a presença do secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás, Leonardo Vilela, além de prefeitos e secretários municipais de meio ambiente de todo o Estado.

A programação vai contar com orientação sobre o Cadastro Nacional Rural (CAR) e questões básicas e práticas do novo Código Florestal; consórcio público como alternativa para destinação correta dos resíduos sólidos e outras necessidades do município; formas de como obter recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente; Experiências e interesses na fiscalização ambiental.

Outros assuntos como qualidade dos recursos hídricos, agroextrativismo no Cerrado e as ações de descentralização também vão compor o debate. Por fim, haverá a votação e composição cargos vagos do Fórum Estadual de Secretários Municipais de Meio Ambiente e Consórcio Públicos e algumas definições.

Paralelamente às discussões, os representantes presentes poderão obter informações sobre temas de interesse das gestões municipais, como convênios da área florestal, experiências municipais e questões sobre o licenciamento nos municípios, informações sobre recursos nos ministérios de meio ambiente e das cidades e a efetivação prática do ICMS Ecológico.

Homenagens

O Simpósio vai homenagear personalidades do Estado que mais contribuíram para o desenvolvimento de políticas ambientais em nível estadual e municipal. O secretário do Meio Ambiente, Leonardo Vilela, vai receber a Comenda da Ordem do Mérito Ambiental, a mais alta condecoração goiana oferecida por autoridades municipais de meio ambiente a personalidades que se destacaram na defensa e na prática ambiental.

Por sua vez, os prefeitos de Santa Fé de Goiás, Fazenda Nova, Jussara, Itapirapuã e Novo Brasil vão receber a Comenda da Ordem de prática Ambiental nos Municípios, por terem criado o consórcio para gestão dos resíduos sólidos em seus municípios. A Comenda representa a mais alta condecoração goiana oferecida por autoridades municipais de meio Ambiente a entidades ou órgãos governamentais que se destacaram nas melhorias do Meio Ambiente ou de gestão ambiental.

A Comenda de Mérito e Coragem de prática e defesa do Meio Ambienta nos Municípios será entregue ao gerente de Descentralização da Semarh, Silas Paulo de Souza, pelo destaque na defensa da prática da municipalização da gestão ambiental.



Programação:

08:00 – Café da manhã e credenciamento

08:30 - Entrega da Comenda dos defensores do Meio Ambiente e Abertura Oficial com a presença das seguintes autoridades:

Wolmer Tadeu Arraes – Presidente do Fórum de Secretários Municipais de Meio Ambiente e Consórcios públicos.

Dep. Leonardo Vilela - Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos;

Edilson Carvalho Siqueira - superintendente do Ibama em Goiás;

Luiz Stival - presidente da Associação Goiana de Municípios – AGM;

Márcia Freire Dantas Coutinho - superintendente estadual da FUNASA de Goiás

Marcelo Lessa - Superintendente de Gestão e Proteção ambiental da SEMARH



10:00 - Orientação sobre o Cadastro Nacional Rural -CAR e questões básicas e práticas do novo Código Florestal

Expositor: Marcelo Lessa - Superintendente de Gestão e Proteção ambiental da SEMARH

10:40 - Consórcio Público a alternativa para destinação correta dos Resíduos sólidos e outras necessidades do município

11:40 – Como obter recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente

Expositor: Presidente do Fórum de Secretários Municipais e Diretora do Fundo Estadual

12:00 - Encerramento da Primeira Parte - ALMOÇO – Servido no Local

(oferecimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos / SEMARH)

Reabertura do Período da Tarde

13:00 -Agroextrativismo no Cerrado expositor: Donizete Tokarski da Ecodata

13:20 -Fiscalização - Parceria na fiscalização e gestão ambiental

- Inclusão de prefeituras dos recursos da TFAGO, entregando equipamentos já para este ano;

- Inclusão na Lei da divisão Taxa de Fiscalização Ambiental do Estado de Goiás – TFAGO com os municípios.

Expositor: Superintendente de Fiscalização

13:50 -Recursos Hídricos

- Comitês de Bacia Hidrográfica no Estado

- Outorga D’água

Expositor: Superintendente de Recursos Hídricos

14:20 – Experiências e interesses na Fiscalização ambiental

Expositor: Fiscais do IBAMA

14:40 – Novas Expectativas da SEMARH e as Ações de Descentralização

Gerência de Descentralização da semarh e Fórum de Secretários

15:20 – Informes do Fórum de Secretários municipais de Meio Ambiente e Consórcio Públicos

- Lutas a serem debatidas e encaminhadas

15:50 - Votação e composição cargos vagos do Fórum Estadual de Secretários Municipais de Meio Ambiente e Consórcio Públicos e algumas definições

17:00 – Encerramento


http://www.semarhtemplate.go.gov.br/noticia/iii-simposio-ambientalista-de-goias-comeca-amanha

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lançamento do Livro 100 anos de McLuhan


Pesquisadores da Faculdade de Comunicação, da Universidade de Brasília (UnB), lançam o livro “100 anos de McLuhan”. A obra reúne artigos de 11 grandes estudiosos brasileiros e um mexicano sobre a herança do pensador Marshall McLuhan, que se dedicou durante boa parte de sua vida ao estudo do impacto dos meios de comunicação. O evento faz parte das comemorações dos 50 anos da Faculdade de Comunicação, UnB, que será celebrado no biênio 2103-2104. O livro nasceu como resultado de um seminário, homônimo à obra, realizado em novembro de 2011, na Faculdade de Comunicação, em homenagem aos 100 anos de Marshall McLuhan. Nos dois dias de evento, os estudiosos dedicaram-se a discutir o pensamento do autor.O lançamento acontece no Auditório da Faculdade de Comunicação, ICC Norte, Campus Universitário Darcy Ribeiro – UnB.

Local: Universidade de Brasília - L2 Norte - Asa Norte -
Data: Terça, às 19h
Preço inteira: Entrada franca
De: 26/02/2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Carlos Pial no Clube do Choro

Paulo Leminski volta às prateleiras com compilação de poemas quase-inéditos


Lançamento de seis livros do poeta paranaense resgata a elegância dos versos loucos e sóbrios de um escritor que renovou a poesia brasileira
Nahima Maciel
Publicação: 25/02/2013 06:00Atualização: 25/02/2013 11:00
 (FCLopes/CB/D.A Press sobre foto de João Urban/Divulgação)
Samurai malandro, caipira cabotino, Rimbaud curitibano, caboclo polaco-paranaense, concreto beatnik, Paulo Leminski inspirava tantos apelidos que até ele mesmo chegou a se autointitular com alcunhas tão engraçadas quanto contraditórias. Dependendo do interlocutor, ele se dizia um dadaísta clássico ou um punk parnasiano. Provinciano, isso Leminski tinha certeza de que era. Mas o melhor mesmo era sua capacidade de “samurai preciso”, definição da crítica Leyla Perrone-Moisés para a habilidade de ser elegante, sóbrio, limpo, sem graçolas, apesar dos jogos de palavras, e adepto do silêncio, da distância segura da verborragia desatada. Seja nos haicais, ou haikais, seja nos poemas mais longos. Para isso a publicação Toda poesia, publicado pela Companhia das Letras, é bastante útil.

O volume reúne os seis livros publicados entre 1976 e 1994, e uma compilação de poemas quase-inéditos, que ficaram de fora de edições oficiais depois de serem publicados em pequenos livrinhos independentes e de baixa tiragem. Entre as obras selecionadas pela editora, muita coisa fora de catálogo volta agora a circular, caso do raríssimo Quarenta clics em Curitiba, a estreia do poeta. Colocados lado a lado, os livros aparecem em uma sequência que permitirá ao leitor descobrir o “polilingue paroquiano cósmico” que Haroldo de Campos identificou no prefácio de Caprichos & relaxos.
Poemas do livro Toda Poesia, de Paulo Leminski:

A Lua no Cinema
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!

Datilografando Este Texto
ler se lê nos dedos
não nos olhos
que olhos são mais dados
a segredos

Mil e uma Noites até Babel
Torre
cujo tombo
virou lenda
até hoje,
a sombra,
como um membro, lembra

Como Pode?
Soa estranho, esta manhã,
tudo o que sempre foi meu, como pode?
Como pode que esse som lá for a,
os sons da vida, a voz de todo dia,
pareça ficção científica?
Como pode que esta palavra,
que já vi mil vezes e mil vezes disse,
não signifique mais nada,
a não ser que o dia, a noite, a madrugada,
a não ser que tudo não é nada disso?
Pode que eu já não seja mais o mesmo.
Pode qa luz, pode ser, pode céu e pode quanto.
Pode tudo o que puder poder.
Só não pode ser tanto.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2013/02/25/interna_diversao_arte,351090/paulo-leminski-volta-as-prateleiras-com-compilacao-de-poemas-quase-ineditos.shtml

Pnuma lança centro para transferência de tecnologias climáticas

25/2/2013 - 10h56

por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil

A nova entidade terá como grande objetivo acelerar o intercâmbio de tecnologias de baixo carbono que podem ajudar os países em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas.

Em um exemplo de como a transferência de tecnologias pode trazer benefícios para a saúde pública, assim como contribuir para a redução de emissões de gases do efeito estufa, lâmpadas de querosene estão sendo substituídas por alternativas solares em diversos países do continente africano com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Justamente para multiplicar este tipo de iniciativa foi que os representantes dos países reunidos em Nairóbi, no Quênia, para a 27ª sessão do Conselho Administrativo do Pnuma e do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, decidiram pela criação do Centro e Rede de Tecnologias Climáticas (Climate Technology Centre and Network – CTCN).

A entidade promete ajudar na transferência de tecnologias de baixo carbono, como energias alternativas e métodos agrícolas mais eficientes e resistentes à variação climática. O CTCN será um consórcio de 12 entidades, entre elas a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Instituto Asiático de Tecnologia, a Fundação Bariloche e o Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos.

“Inovação é o motor do desenvolvimento e substituir as tecnologias atuais por alternativas mais limpas e de baixo carbono é uma parte vital para combater as causas e os efeitos das mudanças climáticas. Sob a liderança do Pnuma, o CTCN trabalhará para acelerar o uso de novas tecnologias, melhorando as vidas de milhões de pessoas em países em desenvolvimento que já estão sofrendo com os impactos das mudanças climáticas”, afirmou Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma.

“As entidades parceiras nesse consórcio já estão engajadas em cerca de 1500 atividades relacionadas com tecnologias climáticas em mais de 150 países. Juntos, essa experiência e alcance global devem ajudar a aumentar as ações de mitigação e adaptação, assim como auxiliar na transição para uma economia de baixo carbono inclusiva”, completou.

Entre as tarefas do novo centro está reduzir os riscos e barreiras envolvidos na aquisição de novas tecnologias, assim como dar apoio para ações de adaptação e mitigação climática.

O CTCN estabelecerá uma plataforma de informação para o intercâmbio de conhecimentos. Dados, relatórios e outros recursos estarão disponíveis para os países em desenvolvimento.

O centro deverá ainda conduzir workshops regionais e nacionais, visando ao desenvolvimento de políticas e programas para atrair investimentos.

Além disso, autoridades governamentais poderão procurar o CTCN em busca de aconselhamento e de apoio técnico para conseguirem por em prática planos de redução de emissões de gases do efeito estufa.

A entidade será o braço de implementação do Mecanismo de Tecnologia da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que foi criado na Conferência do Clima de Cancún em 2010.

“O mundo precisa urgentemente acelerar as ações climáticas em todos os três pilares de ação: internacional, nacional e empresarial. As novas tecnologias são essenciais para permitir que as nações em desenvolvimento possam perseguir o crescimento sustentável e expandir suas economias de uma maneira de baixo carbono e resiliente”, declarou Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC.

* Com informações do Pnuma.

** Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)