terça-feira, 9 de agosto de 2016

Slam de poesias se espalham por escolas das periferias de São Paulo





Quatro escolas participaram do primeiro Slam Interescolar (Foto: Rodrigo Motta/Divulgação)

Por Blog
Toda última sexta-feira do mês, às 20h, poetas de vários pontos da cidade se encontram na praça da Estação Guilhermina-Esperança, linha vermelha do Metrô, na zona leste, para uma competição de poesias faladas. Trata-se do Slam, modalidade que tem se espalhado pelas periferias de São Paulo e chegado às escolas da Capital.

Até o dia 17 de agosto estão abertas as inscrições do Slam Interescolar, iniciativa do coletivo Slam da Guilhermina, e que terá disputas entre alunos no Centro Cultural São Paulo. As inscrições podem ser feitas pela internet. Tanto escolas públicas quanto particulares podem se inscrever, desde que os estudantes participantes estejam cursando o Ensino Fundamental II ou o Ensino Médio.

Criado em 2012 por artistas e ativistas culturais de Ermelino Matarazzo e Cangaíba, o Slam da Guilhermina é um dos mais antigos da cidade. Na época, esse tipo de competição ainda era pouco conhecida, mas tem se consolidado como uma das expressões mais populares da cultura urbana e periférica.


A ideia de criar um evento que levasse a competição para as escolas foi pensada por  Emerson Alcalde, um dos fundadores do coletivo, quando representou o Brasil na Copa do Mundo de Poesia Slam em Paris.
“Ele percebeu que tinha escolas de várias partes da França e os alunos frequentando freneticamente, com cartazes representando a escola, torcida, e muito barulho. Foi então que pensou em fazer uma parada mais ou menos igual aqui no Brasil”, conta Uilian da Silva Santos, 35, o Uilian Chapéu, matemático e o organizador do Slam da Guilhermina.

Uilian acrescenta que iniciativas como os Slams aproximam o espaço escolar das realidades vividas pelos alunos. “Eu não gostava de poesia, achava chato, tinha aquele preconceito. Mas eu adorava rap e foi o Sérgio Vaz, com o Sarau Rap, que fez eu me questionar. Como Sarau Rap? Que que isso? Poesia, rap… Foi aí que eu fui conhecer e entender. Hoje eu trabalho com poesia.”



A primeira edição do Interescolar ocorreu em 2015, com participação de quatro escolas da zona leste, com as quais o coletivo já tinha contato. Neste ano, a ideia é ampliar o número de escolas participantes e para isso foi criado um chamamento virtual.

Após as inscrições, cada escola deve organizar seu próprio Slam e selecionar os finalistas para participarem da competição Interescolar no dia 5 de outubro, às 14h, no Centro Cultural São Paulo.
Gustavo Soares, 24, é correspondente de São Miguel Paulista.
gustavosoares.mural@gmail.com


terça-feira, 3 de maio de 2016

Movimento e Mangueiral se unem e formam a maior OSCIP comunitária do DF


Da Redação do MCJB - 03/05/16
Fonte: Movimento Comunitário do Jardim Botânico

Nesta segunda (02), a comunidade do Jardim Botânico fez história! Em evento solene, a Associação dos Amigos do Jardins Mangueiral - AAJM se associou ao Movimento Comunitário do Jardim Botânico, formando a maior OSCIP urbano comunitária do Distrito Federal e uma das maiores do país, com uma representatividade de quase 50 mil pessoas.

O evento de assinatura associativa ocorreu na sede do Movimento com a presença do novo administrador regional interino do Jardim Botânico, Alessandro Paiva, representantes do GDF, empresários e sociedade civil.
 
Mais informações em:
 
 
 

quarta-feira, 16 de março de 2016

3ª Edição do Chá com Letras




3ª Edição do Chá com Letras

A 3ª Edição do Chá com Letras será realizada na Embaixada da Índia, em Brasília, nesta quarta-feira, dia 16 de março de 2016, às 17 horas. O evento tem como objetivo a integração entre Escritores e Poetas do Brasil e da Índia. É uma iniciativa proposta pelo poeta e diplomata Sr. Abhay Kumar, Vice-chefe da Missão. E conta com a condução do poeta brasileiro Marcos Freitas.

Poetas participantes: Carla Andrade, Luiz Felipe Vitelli, Noélia Ribeiro, Devana Babu e Yanoré Flávio.

Carla Andrade – Carla Andrade Bonifácio Gomes é mineira de Belo Horizonte. Mora em Brasília há sete anos, onde trabalha como jornalista e é poeta em tempo integral. Alguns de seus poemas foram premiados em concursos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O caderno Pensar do Jornal Correio Braziliense publicou inúmeras de suas poesias. No dizer do crítico Adalberto Müller, “A poesia de Carla Andrade articula imagens que parecem brotar da fonte mais pura da poesia. Seus poemas raramente estão preocupados com um lastro de realidade, parecem estar muito mais submissos a uma vertiginosa – e difícil – sedução da imagem”. E para a poeta Angélica Torres, “Carla Andrade pisa firme no chão da poesia, levitando. Quanto mais leio, mais gosto de seu rebuliço linguageiro.  Mais me surpreende a fala crisálida, a habilidade com que desmonta e recria o seu sentido.”. Carla Andrade publicou “Conjugação de Pingos de Chuva”, em 2007, pela editora LGE, de Brasília. Em 2014, lançou o livro “Voltagem” pela editora Megamini, do Rio de Janeiro.

Luiz Felipe Vitelli – Paraense morando no Distrito Federal, desde 1969. Morador de Planaltina. Poeta, artista plástico, ator, artesão, joalheiro. Membro da Tribo das Artes, cia de teatro cara d'palco e contra in-versos. Recita suas poesias pelos saraus de Brasília, a exemplo do Poemação, Sarau do Perdiz, e tantos outro e faz parte do Coletivo Mestre D’Ármas.

Noélia Ribeiro – Pernambucana e carioca. Começou a escrever aos 9 anos de idade, no Rio de Janeiro. Depois veio para Brasília, onde se graduou em Letras pela UnB. Depois de participar do livro "Salada Mista" com os poetas Sóter e Paulo Tovar, lançou seu livro solo "Expectativa" (1982). Em 2009, vem a lume o livro "Atarantada", em 2009, pela Editora Verbis, de Brasília. E em 2015, publicou o livro “Escalafobética”, pela Editora Vidráguas, do Rio Grande do Sul, com prefácio de Leila Miccólis e posfácio do poeta Alberto Bresciani. Tomou parte de coletâneas de poetas como "Talento em Prosa e Verso" - REBRA; "Fincapé" - Coletivo de Poetas, "Poesia do B", organizado pelo Açougue Cultural T-Bone, entre outras, e teve poemas publicados em jornais da cidade. É presença ativa em recitais, saraus e movimentos poéticos realizados em Brasília. A poeta é mais conhecida como Nonô, devido à canção Travessia do Eixão, de autoria de Nonato Veras e do poeta Nicolas Behr, cantada pelo grupo Liga Tripa, de Brasília, e gravada pela banda Legião Urbana, em CD, lançado após a morte de Renato Russo.

Devana Babu – Paulo Sérgio Jr., ou melhor devana babu, por ele mesmo: “É o meu nome artístico. Devana significa senhor em hindu, é como se fosse uma saudação. E Babu vem de babuíno, do macaco, dos nossos ancestrais. Acabei reduzindo, por pura preguiça, a palavra e acrescentei ao Devana. Aí, virou Devana Babu”. Devana é aplaudido não só nas ruas de São Sebastião, aonde mora, organiza Saraus, publica fanzines, mas em todos os lugares por onde declama e interpreta seus poemas. E ainda nos surpreende com a irreverência e a riqueza de seus contos, crônicas e histórias de mistério. Aos 14 anos, escreveu o livro “O Esdrúxulo”, ilustrado pelo amigo Próton. Depois surgiu a Gazeta do Oprimido. Participou, desde a fundação do grupo Radicais Livres S/A, fundado pelo pai, Paulo Dagomé, pela mãe Nanah Farias, e outros artistas de São Sebastião.  Hoje, faz parte do grupo SuperNova. E, segundo ele, é “aspirante a jornalista, dublê de poeta, ensaio de músico e esboço de quadrinista”.

Yonaré Flávio – Alagoano, nascido em Maceió, entre o mar, os coqueiros, as lagoas, os pífanos do esquenta-muié e os pandeiros dos emboladores de coco, que enfeitavam as ruas da infância. Crescido embalado pelo frevo e o forró, veio o Teatro com todas as suas vidas. “Cadernos de Poesia: Perímetro Urbano” e “Agruras do Sentimentalismo” são suas obras publicadas. Yonoré é poeta, ator e educador.


SERVIÇO:
Embaixada da Índia
Endereço: SES 805, lote 24, Asa Sul, CEP 70452-901, Brasília-DF.
Telefone: (61) 3248-4006