quarta-feira, 11 de março de 2015

Crise hídrica e falta de governança: sintomas de um problema crônico do Brasil

Ambiente
09/3/2015 - 10h23                
 

por Redação do IHU On-Line
seca_adaptacao“Tem gente comprando piscinas de plástico e carro-pipa. Quando se imaginou que chegaríamos a uma situação dessas?”, questiona o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad
A resolução da crise hídrica de São Paulo depende, estruturalmente, de um projeto de revegetação dos 34 mil hectares desmatados em torno do Sistema Cantareira, defende Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa. Segundo ele, cálculos baseados em estudos científicos apontam para a necessidade de plantar em média 800 mudas de árvores por hectare, totalizando 30 milhões de mudas em torno da Cantareira. “Se fizer a regeneração com novas mudas, a água volta em cinco anos”, garante, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.
O pesquisador afirma que se um plano emergencial não for posto em prática, com a previsão de menos chuvas para este ano, a tendência é de que a crise fique ainda mais acentuada, correndo-se o risco de falta de abastecimento em julho. Ele explica que por conta das mudanças climáticas, nos últimos cinco anos, em Campinas, houve uma redução na quantidade de chuvas, e a média anual de 1.600 milímetros de chuva caiu para 1.200, embora no último ano o registro tenha sido de 900 milímetros. “Essa é uma quantidade de chuva de transição entre agreste e semiárido”. Diante desse cenário, alerta, é preciso “iniciar imediatamente a manutenção da distribuição na área urbana, e isso inclui o início imediato da revegetação. Obviamente a transposição também é necessária, porque o paciente está na UTI, porque do contrário em julho não haverá água. Eu não sou contra a transposição, mas sou contra falar só em transposição. Falar apenas nisso é olhar o problema de um lado só, quando vários pontos precisam ser observados”, pontua. E adverte: “Para ter a solução no curto prazo, essas obras têm de ser feitas, mas deve-se tirar água de onde tem, e o rio Paraíba do Sul está sem água. Esse problema está interconectado, e se mexerem nisso desse jeito, a crise vai chegar no Rio de Janeiro”.
Eduardo Assad também critica a falta de planos de emergência para vislumbrar alternativas diante da crise. “Quando há alertas como esse, a primeira coisa a fazer é criar os planos de contingência – não quando a crise começa, mas cinco ou seis anos antes, prevendo uma possível crise, porque pode, sim, chover menos, e tudo tem indicado isso”. Ele lembra que em 2011 a Agência Nacional de Águas – ANA “publicou um relatório em Brasília dizendo que em 2015 – e não era bola de cristal – haveria problemas de abastecimento em mais da metade dos municípios brasileiros, incluindo São Paulo. E ninguém fez nada. Então, para que servem esses estudos se eles alertam e ninguém faz nada?”, pergunta. E acrescenta: “Nessa hora não devemos poupar críticas: sim, os políticos estão aí para resolver os problemas da população. Nós pagamos impostos para que os serviços públicos sejam bons, e não para ficar passando aperto e nesta situação de insegurança em função de serviços que não foram feitos”.
De acordo com o pesquisador, as perspectivas para o futuro não são boas e a crise pode atravessar o país. “O Rio Grande do Sul precisa abrir o olho, porque está numa situação muito crítica, além de Minas Gerais, parte da região de Goiás, sul do Maranhão, sul do Mato Grosso do Sul e a já crônica região do agreste nordestino e Bahia. A crise está geral, mas os mais críticos são os estados do Sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, conclui.
Eduardo Delgado Assad é graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, mestre e doutor em Montpellier, França. É pesquisador da Embrapa desde 1987 atuando inicialmente no Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados – CPAC. Foi coordenador da Área de Recursos Naturais da Embrapa Cerrados, Secretário Executivo do Programa de Recursos Naturais da Embrapa e chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Cerrados. Durante o período de 1993 a 2006 foi o coordenador técnico nacional do Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos do Ministério da Agricultura. Posteriormente, criou e coordenou a sub-rede clima e agricultura da rede clima do MCT&I até 2013. É membro do comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e em 2011 foi Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Atualmente também é professor do curso de mestrado em Agronegócio da Fundação Getulio Vargas.
29xdutvConfira a entrevista.
IHU On-Line – Qual é a atual situação do Sistema Cantareira? Quais as causas próximas e as distantes que afetaram o sistema?
Eduardo Assad – É uma sucessão de erros, e isso não vem de hoje. Há um dimensionamento muito bom do Sistema Cantareira para atender a cidade de São Paulo, mas acontece que, em primeiro lugar, houve uma expansão urbana muito grande no Sistema Cantareira e nos 12 municípios em volta dele. Essa expansão provocou a impermeabilização do solo, o que evita que a água infiltre e reabasteça os reservatórios. Essa é uma das situações mais complicadas. Por outro lado, houve um desmatamento muito grande em volta das nascentes e ao longo dos rios de toda a rede de drenagem da Cantareira, e esse desmatamento gerou erosão – há muita erosão e, portanto, a água escorre e não infiltra; logo, não reabastece o sistema.
Na discussão do Código Florestal, houve aquela questão sobre a proteção de Áreas de Preservação Permanente – APPs, que foi absolutamente inócua e ninguém levou em consideração a questão hídrica da biodiversidade, do ecossistema. Esse ecossistema que está em volta das matas ciliares e galerias é frágil. Se mexer ali, desregula todo o ecossistema e mata a nascente. Matando a nascente, não brota água, se não brota água, não é possível abastecer o sistema.
Mudanças climáticas
O outro problema é que estamos tendo um aumento muito forte das temperaturas no Brasil inteiro. Apesar de alguns colegas e do Ministro de Ciência e Tecnologia questionarem as mudanças climáticas, há um aumento crescente da temperatura e um aumento forte das ondas de calor, que provocam uma alta de evaporação. Então, se não tem vegetação, perde-se mais água para a atmosfera – e isso acontece com todos os sistemas, não somente com o da Cantareira. Além disso, todos os cálculos realizados para esse tipo de sistema de abastecimento urbano são feitos em cima de séries de chuvas estacionárias, são séries cujos valores oscilam em torno de uma mesma média ao longo de 40, 50 anos. Acontece que, podendo ou não ser efeito do aquecimento global, estamos mostrando que essas séries não são mais estacionárias e em muitos casos essa média está reduzindo.
Então, quando há alertas como esse, a primeira coisa a fazer é criar os planos de contingência – não quando a crise começa, mas cinco ou seis anos antes, prevendo uma possível crise, porque pode, sim, chover menos, e tudo tem indicado isso. Vou dar um exemplo real: em Campinas, nos últimos cinco anos, essa média despencou de 1.600 para 1.200 milímetros. No ano passado, choveu 900 milímetros em Campinas. Essa é uma quantidade de chuva de transição entre agreste e semiárido, quer dizer, houve uma redução muito forte da quantidade de chuva. Isso não significa que vai continuar assim, mas temos de ficar alertas para essa oscilação na quantidade de oferta de água e, em cima disso, criar os planos de contingência.
Desperdício de água
Outros problemas são da ordem da engenharia, tais como manutenção da rede, redução de perdas, controle correto de uso da água, campanhas de esclarecimento para a população sobre o uso da água. Fico impressionado porque não vejo nenhuma campanha do governo explicando para a população como tem de usar a água corretamente. Aliás, diga-se de passagem, parabéns à população de São Paulo, que está dando uma aula ao governo e mostrando como se faz para economizar água. A população está economizando por conta própria, sem orientação. A única campanha que se vê é a que está no metrô. O governo deveria estar fazendo, desde agosto, uma campanha muito grande, mas as ações estão acontecendo somente por conta da população.
Pela avaliação que fizemos, temos hoje na Cantareira mais ou menos 8.100 Km de rio, nos 12 municípios que circundam o sistema, e 34 mil hectares desmatados na beira dos rios. Não há sistema de abastecimento de água para uma cidade de 22 milhões de habitantes que suporte uma situação dessas.
IHU On-Line – Segundo notícias da imprensa, um estudo de 2009 da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp mostrou que não havia assoreamento na Cantareira. O senhor conhece esse estudo?
Eduardo Assad – Eu gostaria de ver esse estudo, porque as imagens de satélite mostram exatamente o contrário: muito desmatamento, e se não houvesse assoreamento, a água não estaria marrom. Quando se tem água marrom e não se tem água azul, é porque está vindo sedimento. E se está vindo sedimento, tem erosão. Não estou questionando esse estudo, mas gostaria de ver quais parâmetros eles utilizaram para dizer que não havia erosão.
IHU On-Line – O que o governo de São Paulo poderia ter feito para prevenir a crise? Quais medidas poderiam ter sido tomadas para minimizar os danos?
Eduardo Assad – Fazer o que o mundo todo faz. Nova York, por exemplo, comprou terras acima da cidade e as revegetou, começou a proteger as suas nascentes. No município de Extrema, em Minas Gerais, tem um trabalho muito bom sendo desenvolvido, onde quando ocorreram as primeiras chuvas, as águas voltaram a nascer nas nascentes. E é claro que quando se protegem as nascentes você consegue fazer isso. O Código Florestal prevê ações preventivas e, portanto, algumas delas já deveriam ter sido feitas, como, por exemplo, cercar as áreas ao longo dos rios, das matas ciliares para permitir a revegetação, e a proteção das nascentes para permitir que a água brote e, principalmente, evitar a perda de água, porque há uma perda acentuada de água por falta de manutenção do sistema. É complicado, porque pagamos um imposto altíssimo e não há manutenção no sistema de distribuição.
Essas coisas deveriam ser feitas. Por que não foi feito um plano de contingência? Todo mundo sabia que iria faltar água. Em dezembro de 2014 nós nos reunimos no Jardim Botânico, em São Paulo, e elaboramos a carta de São Paulo, que foi publicada na revista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, na qual apontamos a razão dessa crise. Agora, não criar saídas, não buscar financiamentos, não fazer planos com os municípios, não discutir melhor o zoneamento urbano para evitar expansão de condomínios em cima de áreas frágeis, tudo isso demonstra uma falta de governança deste e de todos os governos. Esse é um problema crônico do Brasil.
Além disso, em 2011 a Agência Nacional de Águas – ANA publicou um relatório em Brasília dizendo que em 2015 – e não era bola de cristal – haveria problemas de abastecimento em mais da metade dos municípios brasileiros, incluindo São Paulo. E ninguém fez nada. Então, para que servem esses estudos se eles alertam e ninguém faz nada? Nessa hora não devemos poupar críticas: sim, os políticos estão aí para resolver os problemas da população. Nós pagamos impostos para que os serviços públicos sejam bons, e não para ficar passando aperto e nesta situação de insegurança em função de serviços que não foram feitos. A situação é séria e não me interessa se a culpa é do partido A, B ou C. O que estamos vendo no Brasil é que todos os partidos têm, em suas gestões, problemas de desabastecimento de água.
IHU On-Line – O senhor está entre os especialistas que propõem o plantio de 30 milhões de mudas para recompor a mata ciliar em 34 mil hectares. Que resultado se espera com esse plantio e a partir de quando ele terá efeito sobre o Sistema Cantareira?
Eduardo Assad – Esse cálculo é baseado em estudos científicos. Fizemos um cálculo de plantar 800 mudas por hectare, mas um grupo em São Paulo propõe um pouco mais, principalmente na Mata Atlântica. Esse é o estudo completo, mas se você considerar que todos os 34 mil hectares estão na mesma situação de capacidade de resiliência e regeneração zero, então tem que plantar 30 milhões de mudas.
O professor Ricardo Rodrigues, que é especialista em regeneração, já falou que talvez não seja necessária a regeneração cheia, e que 50% do plantio já seria o suficiente. Assim, o restante da regeneração seria feito com 25% de replantio moderado, 25% de proteção, cercando algumas áreas. Existem seis ou sete técnicas diferentes para fazer essa regeneração, mas devido ao problema e a sua gravidade, sugerimos que se faça o plantio de mudas. Seguindo a conta do professor Ricardo Rodrigues, vão se plantar 20 milhões de mudas, mas eu estou propondo 30 milhões. Com essa revegetação e um cuidado em volta das nascentes dos rios, aos poucos a vegetação vai voltar. Se fizer a regeneração com novas mudas, a água volta em cinco anos. Se só cercar a área em torno das nascentes, vai levar mais tempo para a água voltar, por conta de outros fatores. Agora, é preciso fazer um plano detalhado para cada munícipio e detalhar como essas ações serão feitas, qual será o custo, quem vai pagar, etc.
Estou acompanhando um exemplo muito bom no Espírito Santo em torno do Programa Estadual de Ampliação da Cobertura Vegetal – Reflorestar, que consiste no financiamento da revegetação para o produtor rural. Então, se o produtor faz uma revegetação com plantio, eles financiam 7.600 reais o hectare e depois o agricultor vai receber um pagamento por serviço ambiental de 200 reais por ano. Se o produtor faz a regeneração natural, ou seja, cerca a área e deixa que a vegetação volte, eles pagam 2.400 reais e 191 reais por ano por serviços ambientais. Se o produtor faz um sistema agroflorestal, com produção em cima, ele recebe 8 mil reais, mas não recebe por serviço ambiental, porque terá movimentação. Ou seja, eles criaram um sistema em que é possível revegetar a área e o produtor recebe por isso. Por que não podemos fazer algo parecido em São Paulo?
Além disso, diversos programas de baixa emissão de carbono possuem, no seu programa de financiamento, recursos para a revegetação de matas de galerias e nascentes. Então, temos tudo na mão. Por que não se faz? Alguém tem de fazer um estudo detalhado e dizer como as coisas vão ser feitas. É só proteger as áreas de beira de rios para que elas não sejam invadidas e a água vai voltar. Tenho ajudado alguns produtores e, somente cercando em volta das nascentes dos rios, em um ano, a água voltou a brotar porque o gado deixou de pisar nas áreas de nascente. Mas qual é o problema de fazer isso? É por que não é obra? É por que não aparece? É por que político só faz obra em cima da terra e não embaixo? Isso é muito antigo, o mundo mudou.
O cálculo aproximado do professor Ricardo é de que o custo da revegetação seja de 200 milhões de reais. O governo está fazendo uma transposição de dois bilhões e meio. Só se pensa em obras neste país?
IHU On-Line – As duas principais propostas do governo de São Paulo são fazer a transposição do Rio Parnaíba do Sul e usar a água da represa Billings. Como o senhor vê essas propostas?
Eduardo Assad – Essas são soluções de engenharia. O paciente está na UTI, então é preciso alternativas de curtíssimo prazo para resolver a situação. A nossa sugestão, por outro lado, é de longo prazo e duradoura, é estruturante, e se fizerem o trabalho direito, vai durar para sempre, ao contrário das obras de engenharia que, como já estão mostrando, são iniciativas que se esgotam. Para ter a solução no curto prazo, essas obras têm de ser feitas, mas deve-se tirar água de onde tem, e o rio Paraíba do Sul está sem água. Esse problema está interconectado e se mexerem nisso desse jeito, a crise vai chegar no Rio de Janeiro.
Não sou contra soluções de curto prazo, mas o fato é que o governo deveria estar fazendo maior esforço em relação à manutenção e à redistribuição. Não se pode permitir, num momento de crise, perder 30% de água por problema de manutenção de rede. Em segundo lugar, temos de assumir que estamos em crise e fazer campanhas de economia de água, e não dar entrevistas dizendo para as pessoas comprarem mais uma caixa d’água. É como se fosse um mito o governo assumir que está com problemas.
IHU On-Line – O senhor iniciou a entrevista dizendo que a expansão urbana foi uma das causas que gerou a atual crise. O que fazer em relação a essa expansão?
Eduardo Assad – Esse é um problema crônico no Brasil. Há uma concentração de população nos grandes centros urbanos e essa expansão foi feita de maneira errada. Como podemos permitir que em Petrópolis morram mil pessoas porque o rio inundou e as casas estavam construídas em áreas de preservação permanente? Como podemos permitir um negócio desses? Mil pessoas morreram e nós esquecemos.
Em São Paulo acontece o mesmo: a cidade vai se expandindo. A questão imobiliária é um problema. Eu me pergunto se os estudos de zoneamento urbano são respeitados. Não sei dizer, mas estamos vendo um desordenamento no crescimento das cidades e a especulação imobiliária tem sido enorme. E é óbvio que nesse cenário vai faltar água, energia, hospitais.
IHU On-Line – Que medidas devem ser feitas agora para garantir o abastecimento urbano diante da oscilação da oferta de água por conta das chuvas?
Eduardo Assad – Primeiro, iniciar imediatamente a manutenção da distribuição na área urbana e isso inclui o início imediato da revegetação. Obviamente a transposição também é necessária, porque o paciente está na UTI, porque do contrário em julho não haverá água. Eu não sou contra a transposição, mas sou contra falar só em transposição. Falar apenas nisso é olhar o problema de um lado só, quando vários pontos precisam ser observados. Tem gente comprando piscinas de plástico e carro-pipa. Quando se imaginou que chegaríamos a uma situação dessas? O governo do estado de São Paulo criou um comitê de crise e espero que ele olhe para todos os lados.
IHU On-Line – Que relações o senhor tem evidenciado e estabelecido entre mudanças climáticas e seus impactos aos recursos hídricos, à agricultura?
Eduardo Assad – Tenho trabalhado mais com os impactos das mudanças climáticas na agricultura. O que mais estudo é o parâmetro evapotranspiração, que equivale à evaporação do solo e transpiração das plantas. Com o aquecimento global essa evapotranspiração aumenta e tem efeito direto na oferta hídrica. Mais recentemente, um dos maiores focos de trabalho é na redução das emissões de gases de efeito estufa, na mitigação, que implica na revegetação ou sistemas de produção que sejam mais sequestradores de carbono, entre eles a revegetação de Áreas de Preservação Permanente – APPs, que tem duas vertentes importantes: sequestro de carbono e manutenção da água.
IHU On-Line – Há risco de crise hídrica em outros estados?
Eduardo Assad – O Rio Grande do Sul precisa abrir o olho, porque está numa situação muito crítica, além de Minas Gerais, parte da região de Goiás, sul do Maranhão, sul do Mato Grosso do Sul e a já crônica região do agreste nordestino e Bahia. A crise está geral, mas os mais críticos são os estados do Sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
* Publicado originalmente no site IHU On-Line.
(IHU On-Line)

terça-feira, 10 de março de 2015

Fundação Grupo Boticário seleciona projetos de conservação para apoio financeiro

Ambiente
09/3/2015 - 09h56                
por Fundação Grupo Boticário
​Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii): espécie considerada extinta na natureza e alvo de projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário. Foto: Haroldo Palo Jr.
​Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii): espécie considerada extinta na natureza e alvo de projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário. Foto: Haroldo Palo Jr.
Interessados de todo o Brasil podem se inscrever no edital público até 31 de março, em três linhas de apoio.

O tradicional Edital de Apoio a Projetos de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza está com as inscrições abertas. A submissão de propostas é realizada exclusivamente pelo site www.fundacaogrupoboticario.org.br, até 31 de março.

Podem concorrer ao apoio financeiro projetos que contribuam para a conservação da natureza em todas as regiões do Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.

De acordo com a diretora executiva da instituição, Malu Nunes, “o edital público prevê a seleção de projetos que busquem resultados práticos para a conservação e que estejam alinhados aos compromissos brasileiros e internacionais de conservação da biodiversidade”. Para atingir esse objetivo, o edital disponibiliza três linhas temáticas.

Focos do edital
Uma linha prioriza exclusivamente estudos ou iniciativas que objetivem a criação ou ampliação de Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Ações relacionadas às 1.473 espécies ameaçadas brasileiras também possuem uma linha específica. Nela são selecionadas iniciativas que contemplem a execução de ações prioritárias previstas nos chamados Planos de Ação Nacional (PAN). Os PANs são documentos públicos que elencam objetivos prioritários de conservação para espécies ou ecossistemas.
O edital prevê ainda uma linha específica para iniciativas no ecossistema marinho brasileiro. O objetivo é selecionar projetos que apresentem estudos, ações e ferramentas para proteção e redução da pressão sobre a biodiversidade marinha do país.

Em caso de dúvidas sobre o processo de submissão, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail edital@fundacaogrupoboticario.org.br. Para se inscrever, acesse a área de Editais no site www.fundacaogrupoboticario.org.br. 

Sobre a Fundação Grupo Boticário – A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.418 projetos de 481 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.
(Fundação Grupo Boticário)
 
 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Desastres custam ao mundo até US$ 300 bilhões ao ano em perdas

Ambiente
05/3/2015 - 10h20                
por Laura Gelbert, da Rádio ONU
Imagem: OMM
Imagem: OMM

Informação está em relatório sobre redução do Risco de Desastres; 3ª Conferência Mundial da ONU sobre o tema começa dia 14 de março, em Sendai, no Japão; Brasil é citado pelo “desenvolvimento urbano desigual”.
A cada ano, desastres custam ao mundo, em média, entre US$ 250 bilhões e US$ 300 bilhões, em perdas. O valor equivale a cerca de R$ 725 bilhões a R$ 870 bilhões.
A informação está no Relatório de Avaliação Global 2015 sobre Redução do Risco de Desastres, lançado nesta quarta-feira.
Pobres
Durante o evento, o secretário-geral da ONU afirmou que este valor “afeta a habilidade de governos de fornecer serviços básicos” e “desvia fundos de infraestrutura fundamental”, além de impactar de forma negativa negócios e empregos.
Segundo Ban Ki-moon, “os mais pobres são os mais atingidos” quando ocorrem catástrofes.
Brasil
O Brasil é citado diversas vezes no relatório. Uma das questões mencionandas é o “desenvolvimento urbano desigual” através dos anos e a especulação imobiliária.
O documento menciona uma “construção social do risco de desastre ao longo do tempo”. Segundo a publicação, diversas áreas metropolitanas no Brasil, incluindo Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo têm mais de um milhão de moradias informais. Destas, quase 60% estão localizadas em encostas.
O relatório menciona que em janeiro de 2011, no Rio de Janeiro, enchentes e deslizamentos de terra causaram mais de 900 mortes. Mais de 300 mil pessoas foram diretamente afetadas em apenas sete municípios e as perdas econômicas chegaram a US$ 1,8 bilhão, ou cerca de R$ 5,2 bilhões.
Segundo o documento, isto mudou a forma como o Brasil agora aborda a questão da redução do risco de desastres e citou a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Cemaden.
Mortes
Ban Ki-moon afirmou ainda que os desastres naturais causam mais mortes em países pobres: nações de rendas baixa e média sofrem quase 90% das fatalidades. Ban afirmou que esse é o momento de agir e que a redução do risco de desastres salva vidas e reduz perdas.
O secretário-geral saudou o enfoque do relatório em “tornar o desenvolvimento sustentável”. Segundo ele, o documento mostra como o investimento na prevenção dos riscos gera altos dividendos e salva vidas, além de traçar um caminho para um futuro mais resiliente nesta questão.
Conferência Mundial
O chefe da ONU destacou a 3ª Conferência Mundial da ONU sobre Redução de Risco de Desastres que começa em 14 de março em Sendai, no Japão.
Segundo Ban, “sustentabilidade começa em Sendai” e esta é uma “jornada para alcançar uma vida de dignidade para todos”.
O secretário-geral mencionou ainda outros eventos que acontecem este ano. Ele citou conferência de financiamento para o desenvolvimento, em julho, em Adis Abeba; disse que em setembro líderes mundiais se reunirão em Nova York para adotar a agenda pós-2015 de desenvolvimento sustentável e falou que o ano deve terminar em dezembro, em Paris, com um “novo e significativo acordo universal sobre clima”.
Mudança Climática
Segundo o relatório lançado nesta quarta-feira, em muitos países as mudanças climáticas estão aumentando os riscos e o custo dos desastres.
No Caribe, por exemplo, a projeção é de que a média anual de perdas associadas com ciclones tropicais suba até US$ 1,4 bilhão, ou o equivalente a cerca de R$ 4 bilhões, até 2050.
Para pequenos Estados insulares em desenvolvimento, as perdas futuras esperadas por conta de desastres não são apenas muito altas, mas representariam uma ameaça existencial. Ao mesmo tempo, secas causadas pela mudança climática estão afetando a produção de milho em países como Malaui, Níger e Quênia. O Produto Interno Bruto, PIB, destas nações depende da agricultura.
Investimento
De acordo com o relatório, um investimento global anual de US$ 6 bilhões, ou cerca de R$ 17 bilhões, em estratégias de gestão de risco de desastres poderia gerar benefícios de US$ 360 bilhões em termos de redução de riscos.
Segundo o documento, “para muitos países, um pequeno investimento adicional pode fazer uma diferença crucial na realização das metas nacionais e internacionais de erradicação da pobreza, melhora na saúde e educação e garantia de um crescimento sustentável e equitativo”.
O documento destaca que mais preciso ser feito em termos de prevenção e para incorporar a redução do risco de desastres na agenda de desenvolvimento pós-2015.
* Publicado originalmente no site Rádio ONU.
(Rádio ONU)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Artigos sobre Secas, Recursos Hídricos, Estiagem, Crise Hídrica




1. FREITAS, M. A. S. - O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: Uma Abordagem Conceitual. In: IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, 2008, Salvador. Anais do IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste. Porto Alegre : ABRH, 2008. v. 1. p. 1-1.
http://pt.scribd.com/doc/17656235/O-Fenomeno-das-Secas-no-Nordeste-do-Brasil
 
2. FREITAS, M. A. S. Alocação negociada de águas na bacia hidrográfica do Rio Gorutuba (Reservatório Bico da Pedra) - Minas Gerais. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

3. FREITAS, M. A. S. A Previsão de secas e a gestão hidroenergética: o caso da bacia do Rio Parnaíba no Nordeste do Brasil. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004.

4. FREITAS, M. A. S. Regras de Operação dos Reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul / Sistema Guandu. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004. v. 1. p.1 - 1.

5. FREITAS, M. A. S. Um Sistema de suporte à decisão para o monitoramento de secas meteorológicas em regiões semi-áridas. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 19, n. 19, p. 19- 30, 1999. Republicado em Revista Tecnologia - ISSN 0101-8191, Fortaleza. Suplemento Comemorativo de 25 anos, p. 85 - 95, 2005.

6. FREITAS, M. A. S. Usos múltiplos da água na bacia hidrográfica do Rio Guaribas (Estado do Piauí). IN: SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO NORDESTE, 6., 2002, Maceió, AL. Anais... Porto Alegre: Editora da ABRH, 2002. v. 1.

7. FREITAS, M. A. S.; SILVEIRA, P. B. M. Políticas de operação de reservatório visando minimizar os impactos sócio-econômicos em situações de escassez. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004.

8. GONCALVES, R. W.; PINHEIRO, P. R.; FREITAS, M. A. S. Métodos multicritérios como auxílio à tomada de decisão na bacia hidrográfica do Rio Curu - Estado do Ceará. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

9. LOPES, A. V.; FREITAS, M. A. S. Avaliação das demandas e ofertas hídricas na bacia do rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

10. SILVA, L. M. C.; FREITAS, M. A. S. Aplicativo para operação de reservatórios em situações de escassez. IN: SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO NORDESTE, 6., 2002, Maceió, AL. Anais... Porto Alegre: Editora da ABRH, 2002. v.1.

11. SILVA, L. M. C.; FREITAS, M. A. S.; SILVEIRA, P. B. M. Aplicativo para operação de reservatório em situações de escassez - fase II. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003. v. 1.

12. FREITAS, M. A. S.; BILLIB, M. H. A.  Drought prediction and characteristic analysis in semiarid Cearâ, northeast Brazil  Published in 1997.

13. Freitas, M.A.S.; Billib, M.H.A. Drought prediction and characteristic analysis in semiarid Ceara, northeast Brazil. Sustainability of water resources under increasing uncertainty. Proceedings of an international symposium of the Fifth Scientific Assembly of the International Association of Hydrological Sciences (IAHS), Rabat, Morocco, 23 April to 3 May 1997, Rosbjerg, D.Boutayeb, N.E.Gustard, A.Kundzewicz, Z.W.Rasmussen, P.F. (eds.).- Wallingford (United Kingdom): IAHS Press, 1997.- ISBN 0-901502-05-8
http://
iahs.info/redbooks/a240/iahs_240_0105.pdf

14. FREITAS, M. A. S. A Decision Support System for Drought Forecasting and Reservoirs Management in Northeast Brazil.
In: VIII Congresso Latino-Americano e Ibérico de Meteorologia, 1998, Brasilia. Anais do VIII Congresso Latino-Americano e Ibérico de Meteorologia, 1998. http://pt.scribd.com/doc/17863281/A-Decision-Support-System-for-drought-forecasting-and-reservoirs-management-in-NortheastBrazil
          http://www.cbmet.com/cbm-files/13-e391e41674a8aab104363bb55a380dc5.pdf

15. GONCALVES, R. W. ; PINHEIRO, P. R. ; FREITAS, M. A. S. ; CASTRO, A. K. A. . Multicriteria Methods as Decision Making Aids in the Hydrographic Basin of Curu River - State of Ceará. In: International Conference Service System and Service Management, 2006, Troyes - França. Proceedings International Conference Service System and Service Management. Troyes : Sponsered by IEEE. v. 1.
http://
pt.scribd.com/doc/17656142/Multicriteria-Methods-as-Decision-Making-Aids

16.
LOPES, A. V. ; FREITAS, M. A. S. . A Alocação de Água como Instrumento de Gestão de Recursos Hídricos: Experiências Brasileiras. REGA. Revista de Gestão de Águas da América Latina, v. 4, p. 5-28, 2007.     http://www.abrh.org.br/rega/REGA_v4_n1.pdf

17. FREITAS, M. A. S. . O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: Uma Abordagem Conceitual. In: IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, 2008, Salvador. Anais do IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste. Porto Alegre : ABRH, 2008. v. 1. p. 1-1.
http://pt.scribd.com/doc/17656235/O-Fenomeno-das-Secas-no-Nordeste-do-Brasil

18. FREITAS, M. A. S. . O Fenômeno do El Niño e as Secas no Ceará: A Previsão através de Modelos Estatísticos e de Redes Neurais Artificiais. In: I Fórum Interamericano de Gestão de Recursos Hídricos, 1997, Fortaleza. Anais do I Fórum Interamericano de Gestão de Recursos Hídricos, 1997.
http://pt.scribd.com/doc/17656076/O-Fenomeno-do-El-Nino-e-as-Secas-no-Ceara

19. FREITAS, M. A. S. Previsão de Secas por Meio de Métodos Estatísticos e Redes Neurais e Análise de Suas Características Através de Diversos Índices. In: IX Congresso Brasileiro de Meteorologia, 1996, Campos do Jordão. Anais do IX Congresso Brasileiro de Meteorologia, 1996.
http://pt.scribd.com/doc/77137923/PREVISAO-DE-SECAS-REDES-NEURAIS

20. Water Resources Models and Risk Management for Reducing Vulnerability in Semi-arid regions: The Case of Northeast Brazil - ICID+18, 16-20 de Agosto de 2010, Fortaleza - Ceará, Brasil
http://
pt.scribd.com/doc/80495337/Water-Resources-Models-and-Risk-Management

21.
FREITAS, M. A. S. Um sistema de suporte à decisão para o monitoramento de secas meteorológicas em regiões semi-áridas
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/698.pdf
          http://pt.scribd.com/doc/17656360/Um-Sistema-de-Suporte-a-Decisao-para-o-Monitoramento-de-Secas-Meteorologicas-em-Regioes-Semiaridas

22. BARROS, F. R. M., FREITAS, M. A. S. A previsão de cheias usando redes neurais artificiais   http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/708.pdf

23. FREITAS, M. A. S.  Aspectos a serem considerados quando de uma análise regional integral de secas    http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/473.pdf

24. FREITAS, M. A. S.  Análise estatística dos parâmetros de secas e de cheias hidrológicas em rios intermitentes do semi-árido brasileiro  http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/686.pdf

25. ALECAR, P. F., RIBEIRO, A. V. R., FREITAS, M. A. S.  Modelos computacionais baseados na biologia: algoritmos genéticos e redes neurais artificiais  http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/694.pdf

26. FREITAS, M. A. S., PORTO, A. S.   Considerações sobre um modelo deterministico chuva-vazão aplicado a bacias do semi-árido nordestino  http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/290.pdf

27. FREITAS, M. A. S.   Modelos diarios chuva-vazão em bacias do semi-arido brasileiro   http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/452.pdf

28. FREITAS, M. A. S. Análise de risco e incerteza na gestão hidroambiental. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

29. FREITAS, M. A. S.; AFONSO, S.R. O trinômio água-clima-floresta: integração das políticas, governança e participação social no Brasil   http://www.cnf.org.pe/secretaria_conflat/memorias/DOCUMENTO%20MESAS/MESA%205/Marcos%20Freitas.pdf

30. FREITAS, M. A. S.; BIELENKI JUNIOR, C. Geração de Série de Vazão Média Mensal para a Bacia Hidrográfica do Rio Jari (Pará-Amapá)  http://www.abrh.org.br/SGCv3/UserFiles/Sumarios/f857727fb3c5047f455a29ec30323b38_58dfdbcd7d5de9641f9fac477e122b6f.pdf

31. Freitas, M. A. S. ; Rebello, E. R. G. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Costa, J. A. V. ; Cavalcante, O. A. . Estratégias para a redução de riscos de desastres relacionados aos eventos hidrometeorológicos extremos (secas) no estado do Rio Grande do Norte Nordeste do Brasil. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora Unesp, 2012.   http://pt.scribd.com/doc/94346046/ESTRATEGIAS-PARA-A-REDUCAO-DE-RISCOS-DE-DESASTRES
32. FREITAS, M. A. S. . SAGE: Um Pacote Computacional para a Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas. In: XIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2001, Aracaju. Anais do XIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Porto Alegre : ABRH, 2001. http://pt.scribd.com/doc/17656389/SAGE-Um-Pacote-Computacional-para-a-Geracao-de-Vazao-em-Rios

 33. Freitas, M. A. S. . Vinculando las necesidades sectoriales con la disponibilidad hídrica en la región. In: CIIFEN; WMO. (Org.). Memorias Técnicas del Taller: Integración de los Pronósticos Estacionales con la Información Hidrológica para los sectores vinculados al agua en el Oeste de Sudamérica. 1ed.Guayaquil: CIIFEN-WMO, 2010, v. 1, p. 85-96.
http://www.infoandina.org/sites/default/files/publication/files/memoria_tecnica_taller_hidrologia.pdf

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Moradores tentam impedir obras de hidrelétricas na Chapada dos Veadeiros




Pela preservação do pato-mergulhão, moradores e pesquisadores pedem que obras de hidrelétricas sejam interrompidas


postado em 02/02/2015 06:17
Renato Alves , Ailim Cabral

O ecoturismo nas regiões de Alto Paraíso poderia ser afetado negativamente, segundo especialistas


Em meio à crise energética nacional, ambientalistas e moradores da região da Chapada dos Veadeiros tentam impedir a construção de 22 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). O projeto inclui seis localidades vizinhas à reserva, sendo três destinos turísticos: Alto Paraíso, São João D’Aliança e Cavalcante. Além de deslocar habitantes de antigas vilas, as obras colocam em risco o pato-mergulhão, uma das espécies de ave aquática mais ameaçadas das Américas. O alerta parte de pesquisadores de instituições goianas e brasilienses. O Ministério Público de Goiás (MPGO) já se posicionou contrário ao projeto.

A mobilização da sociedade teve início no ano passado, quando a Rialma S/A apresentou, em audiências públicas, um projeto para a construção de 22 PCHs na bacia integrada do Rio Tocantinzinho. Algumas delas em pontos que afetam diretamente o pato-mergulhão (leia Para saber mais). À época, o MPGO deu o parecer desfavorável ao plano das Centrais Elétricas Rio das Almas (Rialma S/A). A empresa fez novos estudos e descartou 18 hidrelétricas. As seis restantes estão sob análise da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura, Cidades e Região Metropolitana. Mesmo com a redução, pesquisadores afirmam que a ameaça continua.

Para enterrar de vez o projeto, cientistas e ambientalistas organizam um abaixo-assinado virtual, com o intuito de reunir 500 assinaturas. O grupo pretende enviar a petição eletrônica à presidente Dilma Rousseff (PT), à ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, e ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

O coordenador do programa Cerrado-Pantanal, da ONG ambientalista WWF Brasil, Júlio César Sampaio da Silva, ressalta que a Chapada é um dos últimos refúgios do pato-mergulhão no Brasil. Os outros são a Serra da Canastra (MG) e o Jalapão (TO).

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