quarta-feira, 26 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
‘Reforma Política Já’
Autores do Ficha Limpa lançam o ‘Reforma Política Já’
Com o apoio de 70 instituições, movimento quer aproveitar nova onda de pressão popular para mudar sistema eleitoral em 2014
22 de junho de 2013 | 17h 49
Valmar Hupsel Filho - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Em tempos de manifestações nas ruas por mudanças na sociedade brasileira e crise da representatividade dos partidos políticos, uma rede formada por 70 instituições inicia, a partir desta segunda-feira, 24, a campanha Reforma Política Já. Os mesmos autores que propuseram a Lei da Ficha Limpa querem promover um chamamento público nacional para colher assinaturas suficientes para a aprovação de um projeto de lei de iniciativa popular que sugere alterações no sistema eleitoral que possam valer já nas eleições do ano que vem.
A duas principais alterações propostas são a extinção das doações de pessoas jurídicas, e restrições às feitas por pessoas físicas para campanhas; e a realização de eleições proporcionais (para vereadores e deputados) em dois turnos, onde no primeiro os eleitores votariam nos partidos e, no segundo, nos candidatos. Isso, segundo os autores, representaria redução dos custos e maior transparência no processo eleitoral, fortalecimento dos partidos e suas ideias programáticas, e a eliminação do clientelismo e "da nefasta influência do poder econômico nas eleições".
A ideia é não só para transformar a proposta em projeto de lei, como aconteceu com a Lei Complementar 135/2010 (Ficha Limpa), mas sancioná-lo a tempo para que as novas regras incidam sobre a eleição de 2014. "O sistema político brasileiro está tão defasado que não é justo para o Brasil passar por outra eleição com estes moldes", disse o juiz Márlon Reis, cofundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
A campanha pode ganhar força num momento de grande pressão popular. No pronunciamento que fez em cadeia de rádio e TV na sexta-feira, 21, Dilma disse que quer contribuir para a construção de uma "ampla e profunda" reforma política.
A meta da campanha é recolher 1,5 milhão de assinaturas num prazo de 30 dias. O número equivale a 1% do eleitorado brasileiro, mínimo necessário para dar início à tramitação do projeto, que deve estar aprovado, sancionado e publicado no Diário Oficial até a data limite de 5 de outubro, exatamente um ano antes das eleições.
Márlon Reis considera o prazo possível. "Na lei contra a compra de votos, todo o processo, desde o início da coleta de assinaturas até a publicação no Diário Oficial, durou 32 dias", disse.
Baratear. Além da extinção do financiamento de campanhas por empresas, o projeto prevê um teto máximo para doações feitas por pessoas físicas de um salário mínimo por doador. "A ideia baratear as campanhas, pulverizar as doações e impedir que um grande financiador seja o dono do mandato", disse Reis. Ele ressalta que as doações seriam feitas ao partido e não mais ao candidato, como é possível atualmente.
A adoção do que os autores chamam de "voto transparente" também representaria o barateamento do sistema eleitoral, segundo o promotor de Justiça Edson de Resende Castro, membro do MCCE e coautor da minuta do projeto.
Na eleição em dois turnos, o primeiro serviria para a definição da quantidade de cadeiras que ocupará cada partido na legislatura seguinte. Os eleitores votariam nos partidos e não em candidatos, que não poderão participar da campanha nesta fase. Quanto mais votos receber uma legenda, mais cadeiras ocupará no Legislativo.
"Com três meses de campanha no horário gratuito de rádio e TV, as campanhas seriam mais programáticas porque os partidos não teriam outra alternativa senão apresentar e discutir propostas", disse. "O sistema atual não valoriza os partidos." Definida a quantidade de vagas a serem ocupadas por cada legenda, os partidos apresentariam a lista de seus candidatos.
Assim, segundo Castro, seria reduzida em cerca de 70% a quantidade de candidatos ao Legislativo, o que daria maior representatividade aos eleitos.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O gigante despertando
Gente, será que não iremos voltar a ditadura ? todos sabemos que a corrupção está instalada no Brasil desde a Monarquia, é lógico que não concordo com ela, porém não podemos jogar fora os avanços que conseguimos através da nossa jovem democracia, por uma mazela entranhada no poder desde o Império . Participei de momentos históricos no Brasil como esse, convivi com a ditadura na minha infância e adolescência sei do que estou falando, e minha geração também. Ontem participei da manifestação em Brasília, fiquei feliz em constatar que a grande maioria dos manifestantes eram jovens, que finalmente estão tendo uma atitude política, exercendo sua cidadania de forma plena, isso é ótimo. Porém devemos ter muito cuidado para não sermos manipulados pela grande mídia que só mostra o que lhe convém. Quando a mídia colocou em discussão as grandes questões nacionais de forma democrática e isenta? onde se pudesse ouvir os diversos lados das questões, seja ela qual for e fazermos nossas próprias escolhas?. Não temos sequer um programa na TV aberta ,que é uma "concessão pública," que trate desses assuntos, onde visões até antagônicas possam defender seus pontos de vista e aí sim, decidirmos livremente qual ideia abraçar. É muito delicado o momento pelo qual passamos, a versão da direita está tomando a dianteira, provocando o vandalismo e a violência de forma exacerbada. Sou testemunha ocular do total desguarnecimento por parte da polícia militar do prédio do Itamaraty, só se via alguns seguranças internamente de terno preto e de gravata, nem sequer um policial militar enquanto o povo era dispersado com bombas de gás lacrimogênio e sprays de pimenta. A quem poderia poderia interessar que o Itamaraty fosse depredado? esse fato é preocupante, e foi usado exaustivamente pelas redes de televisão, que mostram só o lado negativo do movimento, a grande confraternização entre os participantes, a esperança que fazia brilhar os olhos dos que ali estavam, o sentimento cívico que tomou conta de todos e principalmente as suas vozes, não foram sequer mencionadas, essas ficaram por conta da "interpretação" dos fatos pelos âncoras da grande mídia. Gente vamos pontuar as principais questões, e exigir o que nos é de direito, sem violência, com a brandura irresistível de Gandhi que libertou a India do julgo do império britânico. Conscientes e alertas para armadilhas que à todo momento são colocadas pelos que têm seus interesses contrariados. O poder econômico usa de todos os artifícios para nos enganar e conseguir seus objetivos, corrompendo com a garantia da impunidade, onde já se viu aqui no Brasil encarcerar corruptores?. Hoje temos políticas públicas sociais nunca vistas neste país, o pobre começa a ter vez e a grande elite pautada sempre pelos seus próprios interesses não aceita a igualdade social, que um pobre ou negro tenha também acesso à Universidade, que um simples "nordestino" mudou a história deste país. Mais uma vez a grande mídia manipula as informações, o Brasil caminha à passos largos para ser a 5ª economia do mundo, se estivéssemos atrelados ainda ao conceito Neoliberal da economia americana e européia , seguramente tínhamos sido arrastados a esta crise que assola o mundo, isso a mídia não fala. Hoje o Brasil se consolidou internacionalmente como grande potência, o gigante acorda de várias maneiras, só aqui não nos livramos do complexo de vira latas. Sou daqueles que acreditam no Brasil e na grandeza do seu povo. Faço minha parte localmente na minha cidade que adotei de coração, que sempre foi esquecida como a maioria dos pequenos municípios que compõe esta grande Nação. Por isso conclamo à todos a seguirmos em frente, sem abrirmos mão dos nossos direitos e avanços, alcançado às duras penas, vamos nos indignar sim, porém fazendo a nossa parte de maneira consciente, impessoal e unidos, aí sim poderemos dizer que o gigante acordou .
Ver. Dada - Alto Paraíso de Goiás.
O gigante despertou: quo vadis? E agora, José?
Antonio Miranda, poeta, professor titular da
Universidade de Brasília
O Brasil sempre foi reconhecido como pacifico, tolerante e despolitizado. No Exterior, conhecido pelo estereotipo da combinação do futebol com o carnaval, do erotismo e exotismo de seu comportamento e a exuberância dos recursos naturais e meio-ambiente. Gilberto Freyre cunhou a imagem de uma “unidade na diversidade”, de uma sociedade de “casa grande e senzala” em que as tremendas diferenças de classe eram amenizadas pelas relações sociais afetivas. Uma vasta extensão territorial onde a língua aproximou e forjou o país mesmo antes da abertura de estradas, da conquista do interior — em que se insere o desenvolvimento tardio da Amazônia e do Centro-Oeste. Roberto da Matta encontra na sociedade brasileira, em confronto com outros povos, um comportamento ambivalente, em que somos mais liberais na rua do que dentro de casa. Vem em nossa configuração ou estereotipo a herança colonial, o patriarcalismo, a capacidade de apaziguar os conflitos, o “jeitinho” brasileiro. Numa redução simplista, partimos da colonização portuguesa, passando pela miscigenação racial oriunda da escravatura e, posteriormente, pela imigração de europeus e asiáticos, conformando uma idiossincrasia mais sincrética, um hibridismo de valores e crenças. Um fascínio pela cultura e língua francesa no nosso processo civilizatório e, nos últimos sessenta anos, a adoção — não necessariamente a eleição — da cultura norte-americana como modelo. Um país de cultura “mestiça”, não apenas pelos cruzamentos raciais, mas sobretudo pela amálgama de costumes e valores, apesar das enormes diferenças regionais, do baixo nível educacional. Apesar dos avanços mais recentes graças à escolarização universal e à ascensão social de milhões de pessoas à cidadania e a condições mais razoáveis de vida, mas sem vencer ainda as tremendas desigualdades sociais. Stefan Zwaig cunhou a legenda de ser o Brasil “o país do futuro” e Michel Sèrres derivou a sua “filosofia mestiça” inspirada no hibridismo e no nosso ecletismo.
Como explicar os levantes de junho de 2013 em
todo o país e, em escala mais reduzida, nas periferias e no interior? Reflexo
da melhoria dos níveis de educação, da inclusão social, das mudanças
significativas no poder aquisitivo e consequente acesso aos bens de consumo?
A perplexidade do governo e da classe política
diante das passeatas, das manifestações públicas de repúdio às práticas da
corrupção e da violência, denúncia de gastos públicos sem transparência,
inflação crescente. Custos de obras públicas exorbitantes, entre elas as das
copas das confederações e a mundial, enquanto é flagrante a precariedade das
infraestruturas: estradas, hospitais, escolas, formação de recursos humanos e
segurança pública. As críticas aos partidos políticos tradicionais, o rechaço
às práticas de negociação com os partidos da base de governo, o loteamento de
cargos públicos, a exoneração constante de ministros e servidores públicos que
logo, quase sempre, são renomeados para outras funções. Impunidade. Lentidão da
justiça. A forma de governar por medidas provisórias.
Os cientistas políticos, os jornalistas mais
especializados e os economistas, durante os meses do julgamento do Mensalão, no
Supremo Tribunal Federal, foram enfáticos em apontar para a enorme reserva de
manobra que o governo tem para o aliciamento de pessoas carentes mediante programas
assistenciais. O baixo nível de desemprego e uma elevação, ainda que
discriminatória, do “índice de desenvolvimento humano” explicariam que não
houve, durante o julgamento do referido Mensalão, protestos nem uma comoção
nacional. Mas certamente que o processo causou um tremendo impacto na
consciência das elites e das camadas mais intelectualizadas, formadoras de
opinião por excelência, e que o “alheiamento” das classes mais despossuídas não
significa necessariamente desconhecimento da gravidade do que estava sendo
julgado.
Por que os brasileiros, a exemplo do que era a
nossa tradição, não saiu pintando as ruas, colocando bandeiras nas janelas, em
unívoca e uníssona torcida por todo o país desde a abertura da Copa das
Confederações? Como explicar o constrangimento das manifestações
multitudinárias na inauguração do Estádio Nacional de Brasília, ameaçando o
acesso dos torcedores ao jogo entre Brasil e Japão? E a vaia durante a fala da
Presidente Dilma Roussef, de repercussão internacional? Por que, em vez de
celebrar a primeira vitória da seleção de futebol enquanto, ao contrário das
vezes anteriores — que sempre foi de carreatas e fogos de artifício — parte
considerável da população saiu às ruas das principais cidades para protestar
contra o aumento das passagens dos transportes públicos, questionando os altos
custos das obras nos estádios, levantando as questões da precariedade dos
serviços públicos de saúde e educação, numa pauta difusa, sem lideranças
explícitas? Quem leu “A rebelião das massas”, de Ortega e Gasset, sabe que as
manifestações incluem diferentes grupos, dos mais bem intencionados até os
radicais, que atraem o lumpem, os que vivem nas ruas e os marginais sem voz e
sem direitos e que, a qualquer pretexto ou falta de monitoramento, descambam
inevitavelmente para os excessos pelos recalques sociais.
Por dias seguidos, entre passeatas pacíficas,
tentativas de invadir prefeituras, saqueando lojas, culminando com a “tomada”
do Congresso Nacional, onde, mesmo sem invadir o prédio, os manifestantes
enfrentaram a polícia e subiram as rampas e o telhado entre as cúpulas do
Senado e da Câmara dos Deputados, ao lado do Palácio do Planalto, gritando
palavras de ordem e exibindo cartazes com reivindicações contra os altos
salários dos políticos, pedindo transporte gratuito, exigindo respeitar o
direito do Ministério Publico de fazer investigações, e até questões
relacionadas com os direitos dos indígenas e mais verbas para a educação. Sem
aceitar o apoio de partidos políticos tradicionais, repudiando a presença de
sindicatos e não admitindo a presença de políticos em suas fileiras. Sem
lideranças explícitas, convocados pelas redes sociais. Tudo isso depois de
manifestações exemplares — no sentido cervantino do termo — da Primavera Árabe,
das insurgências na Rússia e os levantes na Turquia a pretexto de impedir a
reurbanização de uma praça pública, mas que revelam repúdio ao autoritarismo
crescente de um governo que começa a erodir o laicismo e o sentido plural da
composição do governo. Tendo como pano de fundo os antecedentes do derramamento
de informações sigilosas de governos pelo Wikileaks e as denúncias de
monitoramento de arquivos privados dos meios de comunicação pelo serviço
secreto do governo do Obama.
A explicação estaria na mudança de paradigmas
e nas transformações dos meios de comunicação pelas tecnologias. Partimos de um
modelo “de poucos para poucos”, em tempos mais remotos, quando poucos autores
escreviam e eram ouvidos ou lidos por uma público muito limitado, mesmo depois
do advento da tipografia. Seguiu-se um modelo “de muitos para muitos” com os
avanços da educação e da pesquisa em escala mundial, sobretudo com o surgimento
de meios reprográficos, da comunicação de massa, da crescente segmentação dos
meios de comunicação abertos e por cabo, da imprensa alternativa e dos meios
mais interativos de acesso ao conhecimento, sem menosprezar o avanço da
multivocalidade, da transdisciplinaridade e outros meios de criação coletiva e
compartilhando mais solidário dos acervos informacionais. Sem esquecer das
tendências para um compartilhamento mais aberto mediante dispositivos como o
Creative Commons e Science Commons, em favor da flexibilização dos direitos
autorais, na Era Pós-moderna. Mas estamos agora em outra etapa, na
Hipermodernidade, em que a hipermidiação, a mobilidade dos meios de
comunicação, a atualização em tempo real dos conteúdos informacionais, a
simultaneidade e ubiquidade dos acessos aos repositórios e, acima de tudo, a
possibilidade de comunicação multilateral dos usuários através de redes
sociais, mudaram o cenário completamente. Pari passu com o distanciamento do
público com as instituições tradicionais como os partidos políticos — criando
um significativo descrédito no sistema de representação política, assim como
das religiões e do ensino tradicional. É o advento do modelo “de todos para
todos” em que, em escala crescente, as pessoas produzem, compartilham e
retransmitem textos, imagens, músicas, ou produtos híbridos no sentido da AV3-
animaverbivocovisualidade que, graças à convergência tecnológica dos processos
digitais e virtuais, amalgamam textos, voz, imagens e animações por processos
mais criativos, graças a aplicativos de acesso generalizado.
É nesse contexto que acontecem os levantes por
todo o Brasil em junho de 2013, sem uma noção clara de seus desdobramentos, com
a perplexidade dos próprios insurgentes assim como das classes políticas,
sindicais, da justiça e dos meios de comunicação do país. E agora, José? Quo
vadis?
Brasília, 19.06.2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Sarau em homenagem a ANE
Sarau do Beijo
Poemação no Beijódromo
Homenagem a Associação
de Escritores
A Fundação Memorial Darcy Ribeiro no campus da
Universidade de Brasília, conhecido como Beijódromo, abre as portas do memorial
para a poesia do Distrito Federal. O Sarau do Beijo pretende dar ênfase à
poesia brasiliense, divulgando seus poetas e sua poesia, na multiplicidade de
sua expressão, homenageia pelos cinquenta anos de fundação, pelo trabalho
realizado em prol da cultura brasiliense e o apoio aos poetas e escritores
locais no DF a Associação Nacional de Escritores – ANE, no dia 02 de julho, no
Beijódromo.
Além dos poetas da ANE participam do Sarau do Beijo
os poetas José Edson dos Santos, lançando seu mais recente livro, Loucura pouca
é bobagem, Wélcio de Toledo e Yanoré Flávio. O poeta Nicolas Behr entrevista a
presidente da ANE a escritora Kori
Bolivia, a parte musical fica a cargo da cantora Claudia Telles e o Sarau do
Beijo tem a curadoria do Poemação.
Associação
Nacional dos Escritores – Um grupo de praticantes da literatura e das belas artes, entusiasmado
com a cidade Brasília recém inaugurada, resolveu se juntar em sociedade para melhor discutir e divulgar suas
criações. Nasce a ANE, a primeira instituição
cultural de Brasília em 21 de abril de 1963 que deu origem a outras entidades,
como a Academia Brasiliense de Letras, o Sindicato de Escritores no Distrito
Federal.
A Associação
Nacional de Escritores tem cerca de 340 escritores. Hoje, há 200 sócios vivos.
Escritores de Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, São Paulo,
Acre, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e no exterior. A grande
maioria é de Brasília. Comemorando os cinquenta anos da ANE tendo hoje como presidente Kori Yaane Bolivia Carrasco
Dorado (nome literário Kori Bolivia)
José Edson dos
Santos - Loucura pouca é bobagem é o mais novo trabalho do poeta Joyedson. Nasceu em Macapá, no estado do Amapá, região
amazônica brasileira e mora em Brasília desde 1974. É professor de artes
cênicas. Publicou em 1972 em Macapá, Xarda Misturada com José
Montoril e Ray Cunha. Em 1978 participou
da antologia organizada por Salomão Sousa, Em Canto Cerrado. Em 1980,
publicou Águagonia e Latitude Zero, com edição mimeografada por Paulo
Tovar. Bolero em Noite Cinza em 1995, Ampulheta de Aedo em 2005 e
agora nos apresenta Loucura pouca é bobagem.
Welcio de Toledo filho de candangos foi batizado na igrejinha da
Vila Planalto, onde nasceu em 1970. Formado em História, com mestrado em
Educação pela UnB, é professor, poeta e
atua em movimentos sociais e culturais do DF, principalmente relacionados à
identidade cultural, memória, literatura e artes em geral. Iniciou na
militância cultural nos idos de oitenta, na efervecência do movimento punk
escrevendo letras de música e manifestos anarquistas.
Possui poemas na Coletânea Fincapé, do Coletivo de
Poetas de Brasília e em 2012 lançou o livro intitulado "Poemas, Visões e
Outras Viagens".
Yonaré Flávio – Alagoano, nascido em Maceió, entre o mar, os
coqueiros, as lagoas, os pífanos do esquenta-muié e os pandeiros dos
emboladores de coco que enfeitavam as ruas da infância. Crescido embalado pelo frevo
e o forró, veio o Teatro com todas as suas vidas. Cadernos de Poesia: Perímetro
Urbano, Agruras do Sentimentalismo são obras publicadas. Yonoré é poeta, ator e
educador.
Clara Telles, natural de Brasília,
iniciou sua carreira como cantora aos oito anos de idade, como integrante do
coro infantil do Teatro Nacional Cláudio Santoro, na ópera Um Baile de
Máscaras, de Verdi. Participou do elenco de outras óperas como Carmina Burana,
Carmem, La Bohéme, Hansel und Gretel, O Pequeno Príncipe, O Menino Maluquinho,
dentre outras, também integrando, posteriormente, os coros juvenis e adultos,
do mesmo teatro.
Em 2009, aos 17 anos, Clara deu início à sua
carreira solo, apresentando shows como “ Lado B – O melhor da MPB ” e
“(RE)VERSO”.
Atualmente, participa de vários projetos
artísticos, literários e musicais e leva seus shows para diferentes casas de
espetáculos da cidade.
Sarau do Beijo
Poemação no Beijódromo
Dia 2 de julho 2013 – Terça feira
Das 19:00 as 21:00
Entrada Franca
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Antologia de poemas inspirados pelos protestos por todo o Brasil contra o aumento das tarifas de ônibus
17/06/2013 - 20h00
DE SÃO PAULO
Circula pela internet uma antologia de poemas inspirados pelos protestos por todo o Brasil contra o aumento das tarifas de ônibus --em especial, a manifestação da última quinta-feira (17) em São Paulo.
"Vinagre - Uma Antologia de Poetas Neobarracos" lembra em seu título do fato de a Polícia Militar de São Paulo ter procurado vinagre nas bolsas de manifestantes no protesto ocorrido na última semana --o líquido foi levado por alguns deles porque ajuda a amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo.
Os organizadores da coletânea se denominam como Os Vândalos.
No prefácio, dizem que é uma obra "feita por todos", um "trabalho coletivo", e dizem que ela nasceu como "gesto público de solidariedade a todos os movimentos que acontecem simultaneamente no Brasil (e também no mundo)".
A antologia reúne mais de 75 poemas assinados por diversos autores, todos eles em referência ao momento de revolta no país.
O arquivo em PDF de "Vinagre - Uma Antologia de Poetas Neobarracos" pode ser lidaneste link.
Veja alguns dos poemas abaixo:
"VINTE centavos
uma gota
transborda e
a borracha
o gás
a porrada
não vão cessar
essa progressão
infinita
não vão
calar o que
acordou
não mais
seremos sonhos
de línguas tesas"
uma gota
transborda e
a borracha
o gás
a porrada
não vão cessar
essa progressão
infinita
não vão
calar o que
acordou
não mais
seremos sonhos
de línguas tesas"
(de Ana Lucia Silva)
*
COROLINDO
"(em paz)
o povo
acordou,
(no caos)
o povo
a cor deu"
o povo
acordou,
(no caos)
o povo
a cor deu"
(de Baga Defente)
terça-feira, 11 de junho de 2013
CineCoisa #1 - A Obra e o Artista
CineCoisa #1 - A Obra e o Artista
De 18 de junho a 02 de julho, às terças-feiras, às
19h30.
O
CineCoisa é um cine clube independente e itinerante, criado para promover o
encontro de pessoas interessadas em cinema, cultura e um bom papo. A
programação destaca temas atuais e filmes, em sua maioria, inéditos em
Brasília. A primeira edição do projeto acontece no Espaço Cena (205 norte), nos
dias 18 e 25/jun e 02/jul, às 19h30. O tema desse ciclo é A OBRA E O ARTISTA, com
documentários que mergulham no trabalho e cotidiano de Marina Abramovic, Wayne
White e Ai Weiwei. Após cada projeção, haverá um bate-papo informal com
uma galera fera e um vinhozinho para acalorar a conversa e os corações. Confira
a programação abaixo e compartilhe com seus amigos. A entrada é franca. Nos
vemos lá!
Dia 18 de junho,
terça-feira, às 19h30
MARINA ABRAMOVIC - A ARTISTA ESTÁ PRESENTE (The
Artist is Present)
Dir. Matthew Akers e Jeff
Dupre, EUA, 2012, 106 min.
Bate-papo: Bia
Medeiros é professora do Instituto de Artes da UnB, presidente da
ANPAP e coordenadora do grupo de pesquisa Corpos Informáticos.
Sinopse: Marina
Abramovic é um dos nomes mais respeitados na arte de performance. Em 2010, o
Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) organizou uma grande retrospectiva da
sua obra. O documentário acompanha os preparativos da exposição que, de uma vez
por todas, pode calar a questão que ela tem ouvido repetidas vezes nas últimas
quatro décadas: “Mas por que isto é arte?”.
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