segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Curso de Construção de Terra Crua no IBC - Chapada dos Veadeiros

Morre o poeta peruano Antonio Cisneros

 

O poeta peruano Antonio Cisneros, vencedor do Prêmio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda 2010 e uma das mais importantes vozes de língua espanhola dos últimos anos, faleceu neste sábado em Lima aos 69 anos em consequência de um câncer pulmonar, informaram seus familiares.Cisneros era considerado um dos mais importantes poetas da América Latina e sua obra também foi reconhecida com o prêmio Poeta do Mundo Latino Víctor Sandoval no México, com o prêmio Gabriela Mistral da OEA e com o prêmio Rubén Darío na Nicarágua, entre outros. O poema Canto ceremonial contra un oso hormiguero, com o qual obteve em 1968 o prêmio Casa de Las Américas, o catapultou ao pódio latino-americano das letras, a partir do qual conquistou um reconhecimento internacional. Uma de suas filhas informou à AFP que Cisneros morreu ao amanhecer na casa onde vivia em Lima, rodeado por seus três filhos e por sua esposa.


http://diversao.terra.com.br/noticias/0,,OI6208158-EI25,00-Morre+poeta+peruano+Antonio+Cisneros.html


 
 
ANTONIO CISNEROS
Nació en Lima el 27 de diciembre de 1942 y estudió en las universidades Católica y de san Marcos; se doctoró en letras en 1974. Ha sido profesor universitario y periodista en el país y en el extranjero. Dirigió varias revistas y suplementos, entre ellos, El caballo rojo, 30 días y El búho.
Tiene tres hijos y ha publicado diez libros de poesía: Destierro (1961), David (1962), Comentarios reales (1964), Canto ceremonial contra un oso hormiguero (1968), Agua que no has de beber (1971), Como higuera en un campo de golf (1972), El libro de Dios y de los húngaros (1978), Crónica del Niño Jesús de Chilca (1981), Monólogo de la casta Susana (1986) y Las inmensas preguntas de celestes (1992).
En 1978 fue becario de la Fundación Guggenheim de Nueva York. Ha dado clases de literatura en el Perú, en Inglaterra, Francia y Hungría. En 1978 y 1979 fue investigador en la Universidad de Berkeley. En 1965 ganó el Premio Nacional de Poesía del Perú "José Santos Chocano". En 1968 ganó el concurso de poesía Casa de Las Américas de Cuba y en 1980 obtuvo la Primera Mención Internacional de Poesía "Rubén Darío" de Nicaragua.


ANTONIO CISNEROS
O grande poeta peruano ANTONIO CISNEROS durante sua apresentação na sessão magna da I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASILIA ( de 3 a 7 de setembro de 2008 ).
 
 

 
KARL MARX DIED 1883 AGED 65

 
Todavía estoy a tiempo de recordar la casa de mi tía
abuela y ese par de grabados:
Un caballero en la casa del sastre, Gran desfile militar
en Viena, 1902.
Días en que ya nada malo podía ocurrir. Todos llevaban
su pata de conejo atada a la cintura.
También mi tía abuela —veinte anos y el sombrero de
paja bajo el sol, preocupándose apenas
por mantener la boca, las piernas bien cerradas.
Eran los hombres de buena voluntad y las orejas limpias.
Sólo en el music-hall los anarquistas, locos barbados y
envueltos en bufandas.
Qué otoños, qué veranos.
Eiffel hizo una torre que decía "hasta aquí llegó el
hombre".
Otro grabado:
Virtud y amor y cela protegiendo a las buenas familias.
Y eso que el viejo Marx aún no cumplía los veinte años
de edad bajo esta yerba
—gorda y erizada, conveniente a los campos de golf.
Las coronas de flores y el cajón tuvieron tres descansos al
pie de la colina
y después fue enterrado
junto a I
la tumba de Molly Redgrove "bombardeada por
el enemigo en 1940 y vuelta a construir".
Ah el viejo Karl moliendo y derritiendo en la marmita
los diversos metales
mientras sus hijos saltaban de las torres de Spiegel a las
islas de Times
y su mujer hervía las cebollas y la cosa no iba y después
sí y entonces
vino lo de Plaza Vendome y eso de Lenin y el montón
de revueltas y entonces
las damas temieron algo más que una mano en las naIgas
y los caballeros pudieron sospechar
que la locomotora a vapor ya no era más el rostro
de la felicidad universal.
"Así fue, y estoy en deuda contigo, viejo aguafiestas:”

 
OUTRA MUERTE DEL NIÑO JESÚS

 
Si yo supiera por dónde comenzar comenzaría con el
corazón en la mano.
Hija y madre de pescadores y agricultores, servidora del Niño.
Aquí de pie con el puño cerrado y Ias espinas de la tuna
más seca.
(Los canales de piedra hundiéndose en la arena como una
rata entre las matorrales.)
Ni a quién quejarme ahora.
Hemos abandonado a nuestros muertos (puedo oírlos
crecer bajo el carbón).
El Niño me perdone.
Adiós plantita del ají, plantita de la ruda, plantita del
rocoto.
Adiós luciérnagas, lagartos, alacranes.
Me recojo los cabellos y trato de dormir mientras escucho
las sombras en las dunas una última vez.
(Al desierto lo que era del desierto. Al mar lo que es del mar.)
 
 
 

Quinta Cultural do T-Bone, com Chico Cesar

Lançamento do livro Terceira Visão, de Newton Lima

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lançamento de livro de poesia e show de Tavinho Moura, com Fernando e Mariana Brant


Lançamento de um livro: PÁSSAROS POEMAS – AVES NA PAMPULHA, do compositor e músico mineiro TAVINHO MOURA. Com fotos e textos dele e de outros craques como Tom  Jobim, Manoel de Barros, Guimarães Rosa, Sérgio Sant'Anna.

O projeto é da Mariana Hardy, com as aquarelas da artista Sandra Bianchi.

O lançamento será musicado: haverá um show às 22h, com Tavinho, Fernando e Mariana Brant. A propósito, Fernando Brant escreveu uma bonita crônica sobre o livro no jornal Estado de Minas de quarta feira passada.

Será nesta quinta feira, dia 4 de outubro, a partir das 20h30h, no Feitiço Mineiro, CLN 306, Bloco B, Lojas 45/51, Asa Norte  Brasília – DF, fone 32723032 (reserva de mesas).

Pássaros poemas - Fernando Brant

Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemos ser felizes.
São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo.
A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo. Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades.
Mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social. Para alcançar esse oásis em meio ao deserto não é necessário pisar em ninguém nem violentar qualquer princípio essencial.
Esse orientar-se no rumo da vida boa e plena nada tem de egoísta. Ao contrário, torcemos para que mais pessoas se juntem a esse nosso anseio. Quantos mais participarem dessa jornada, mais a boa-nova se espalhará. Não é ser irracional ou ignorar o mundo. É ter certeza de que o certo é gozar o dia, a existência.
Tem menino que é igual passarinho. Essa é uma impressão que trago de longe, desde que ouvia num parque em Diamantina a voz de Luiz Vieira cantando “sou menino passarinho com vontade de voar.”


Sei de um, especial, Tavinho Moura, que acaba de tirar do forno um trabalho de mais de quatro anos: o livro Pássaros poemas – Aves na Pampulha. Sabe e pode muito esse criador excepcional, craque em tudo em que se aventura.
Inventor de belezas, estamos acostumados a ouvir suas canções de harmonias, palavras e melodias inusitadas, de carga lírica mineira, brasileira e universal. Violonista e violeiro, carpinteiro de mão cheia. Amigo para toda hora. Conhece peixes e árvores, plantas, frutas e doces. Principalmente, dá aulas, naturalmente, sobre passarinho.
Quantas vezes fiquei emocionado com suas descrições das aves que encontrou na meninice da Zona da Mata e com as que vai dando notícia por todos os cantos em que anda, em todos os livros que lê. Geralista dos melhores, escreveu a história da Maria do Matué, uma riqueza.
Eis que ele resolveu fazer um livro sobre os pássaros que circulam pela nossa Pampulha. Tratou, em primeiro lugar, de aprender e esmerar na fotografia. As fotos que ele criou para seu livro são de espantar, beleza sem medida. Escreveu poemas passarinheiros invejáveis. E ainda convidou amigos escritores para colaborarem com ele. O projeto gráfico de Mariana Hardy e as aquarelas de Sandra Bianchi completam a maravilha.
Salve, salve a felicidade.


ESTADO DE MINAS

26/09/2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Finalistas do 10° Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa


02.outubro.2012 12:08:36

Prêmio Portugal Telecom divulga os finalistas da edição 2012


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(Foto: Divulgação)

Os doze finalistas do 10° Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa foram anunciados nesta terça-feira, 02. Esta é a primeira edição do prêmio em que os concorrentes foram avaliados e votados em três categorias: poesia, romance e conto/crônica.

Confira a lista dos selecionados:

Poesia
Da Arte das Armadilhas, de Ana Martins Marques
Escarpas, de Gastão Cruz
Junto, de Nuno Ramos
Vesuvio, de Zulmira Ribeiro Tavares

Romance
A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mae
Diário da Queda, de Michel Laub
K., de Bernardo Kucinski
Procura do Romance, Julian Fuks

Contos e Crônicas
Amores Mínimos, de João Carrascoza
Contos do Mundo, Evandro Nascimento
O Anão e a Ninfeta, de Dalton Trevisan
O Livro de Praga, de Sérgio Sant’Anna

Os vencedores do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa serão conhecidos em novembro, em cerimônia de premiação na capital paulista.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-cultural/premio-portugal-telecom-divulga-os-finalistas/

Luciana Araújo lança hoje livro sobre Cerrado de forma poética

02/10/2012
Diego Ponce de Leon - Especial para o Correio
Lurdiana Araújo: poesia na Feira do Livro, em Montevidéu


Uma das mais comprometidas poetisas de Brasília, nasceu no interior de Tocantins, na secura da roça. Em 2012, Lurdiana Araújo completa 20 anos na capital. Veio, como tantos, construir cidadania e um cotidiano digno. Encontrou muito mais. “Brasília é o lugar onde escolhi criar outras raízes fora do Tocantins, mas percebendo-me parte do mesmo ecossistema, da mesma metáfora”, revela. A alusão à natureza não é por acaso. Lurdiana lança nesta terça-feira (2/10), na Biblioteca Nacional, um livro de poesias dedicado ao cerrado. A vegetação seca e contorcida do Centro-Oeste serve de inspiração para a escritor, que investe o tempo na criação literária.

Vivendo entre ipês, galhos desfloridos, troncos talhados e terra vermelha, desde a infância, Lurdiana não estranha a flora brasiliense, e se vale dela na hora de escrever: “Vejo o Cerrado, seu bioma, a fauna, a flora e sua simbologia como algo que define o existir neste lugar; que define sua identidade. Toda essa concepção me serve de inspiração. O meu dever é descobrir; fazer surgir essa poética do Cerrado; transformar paisagens em metáforas”.

Cerrado poético é o terceiro livro de Lurdiana, e o segundo que ela banca com os próprios recursos. Antes dele, lançou Campolina (2008), com apoio do FAC, e Querido mundo (2005), em que desembolsou R$ 5 mil pelos 250 exemplares. Resultados do trabalho e dedicação de uma (também) professora que cisma em investir em literatura.

Leia poemas de Lurdiana Araújo

SER, APENAS SER

Luto para ser
O melhor dos benfeitores
Ou o melhor dos vagabundos,
Pois ainda me falta a simplicidade
Divina das flores de apenas ser.

BRASÍLIA

Onde um dia dormira
Um vasto planalto,
Hoje acorda Brasília
Nos braços do mundo
Acorda tão viva,
Formosa e bela,
Abraças as estrelas,
E os ipês floridos,
Os sonhos sonhados
E o azul do céu.
Esta é Brasília
De asas douradas
A pairar soberana,
Quase ave, aeronave,
Sob a abóbada
Celeste e os
Raios do sol
A solidão do lago
Em nostálgica canção
De girassóis meninos,
Traz no vento a saudade
Dos candangos de outrora.
Não te desejo Brasília,
A conquista do mundo,
Conquiste dias felizes,
Assim conquistarás
O pólen do mundo.

Leia a matéria completa no caderno Diversão & Arte do Correio Braziliense

http://divirta-se.correioweb.com.br/materias.htm?materia=16354&secao=Programe-se&data=20121001

SERVIÇO:

XXIX Poemação - Sarau Videoliteromusical em homenagem ao poeta João Carlos Taveira. Com participações de Lurdiana Araújo, Gabriela Ziegler, Sabrina Falcão e Coral Alegria. Relançamento da segunda edição da Z-Revista de Poesia.
Dia 2 de outubro, terça-feira, a partir de 18h.
Auditório da BNB (2º andar). Entrada franca.