terça-feira, 4 de setembro de 2012

Seca - Artigo Revista Geografia

No Brasil, mais de 31 milhões de pessoas vivem em áreas sujeitas à desertificação, que tem início com a destruição da caatinga, mau uso dos recursos hídricos e a degradação do solo


Maurício Barroso


O fenômeno das secas no Brasil vem de tempos distantes e, o primeiro período de estiagem pode ter ocorrido entre os anos de 1583 e 1585, quando o padre Fernão Cardin relatou o que ocorria na região Nordeste do País: “(…)uma grande seca e esterilidade na província e que cinco mil índios foram obrigados a fugir do sertão pela fome, socorrendo-se aos brancos”.

A seca nordestina já foi cantada em verso e prosa pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e por outros compositores oriundos da mesma região, mas a canção que retrata com um “q” de realismo o papel da sociedade e sua in?fluência, por vezes, nefasta ao meio ambiente, é “Sobradinho”, letra composta por Sá e Guarabyra: “O homem chega, já desfaz a natureza / Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar / O São Francisco lá pra cima da Bahia / Diz que dia menos dia vai subir bem devagar / E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o sertão ia alagar / O sertão vai virar mar, dá no coração / O medo que algum dia o mar também vire sertão”.

Sahel
O Sahel, que em árabe signi?fica “costa” ou “fronteira”, é a região da África situada entre o deserto do Saara e as terras mais férteis a sul, que forma um corredor do Atlântico ao Mar Vermelho, numa largura que varia entre 500 e 700 km.
Convenção
A Convenção Internacional de Combate à Deserti?ficação foi iniciada em janeiro de 1993 e concluída em 17 de junho de 1994, data que se transformou no Dia Mundial de Luta Contra a Deserti?ficação. A Convenção já está em vigor desde 26 de dezembro de 1996 e foi assinada por mais de 190 países. O Congresso Nacional brasileiro aprovou a Convenção no dia 12 de junho de 1997.

Os longos períodos de estiagem não castigam apenas terras brasileiras. Em 1930, os três anos de seca no meio oeste americano agravaram a degradação da terra. A partir dali deu-se início a uma série de estudos e pesquisas acadêmicas voltadas ao conhecimento dos processos de deserti?ficação. Trinta anos mais tarde, o sahel africano é castigado pelo mesmo fenômeno, que resulta em mais de 500 mil mortes. A devastação dos recursos naturais e um modelo de desenvolvimento equivocado, é apontado por especialistas como uma das causas daquela seca.



No final da década de 70, após algumas convenções internacionais, foi observada a necessidade de implantar uma política específica para as regiões semiáridas do mundo, tanto por suas características ambientais como pela situação geral de suas populações.

Mas somente durante a Rio 92 os chefes de estados somados a organizações que trabalham com o meio ambiente evidenciaram o fracasso dos programas internacionais de combate à desertificação e decidiram mobilizar uma Convenção de Desertificação, que visava o comprometimento de todas as nações, particularmente dos países ricos, com a questão da seca.

Definição do termo

De acordo com o texto da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), desertificação é a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subsumidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e atividades humanas. O mesmo documento define que a degradação do solo é a perda ou redução da produtividade econômica ou biológica e da complexidade dos ecossistemas, causadas pela erosão do solo, deterioração das propriedades do solo e perda da vegetação natural.

Em “O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: uma abordagem conceitual”, artigo baseado no IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, o professor e especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (Brasília- DF) Marcos Airton de Sousa Freitas explica que grande parte de nosso planeta pertence à denominada área de risco à seca. “São regiões onde o montante precipitado aproxima-se do limite permitido à prática agrícola, aponta, e cita Sahel, o nordeste do Brasil, grande área da China, o platô Dekkan, na Índia, e parte da África do Sul como exemplos.

De acordo com o autor, nas décadas mais recentes, aparentemente as secas têm se apresentado com uma frequência e uma intensidade cada vez maiores em grande parte dos países, o que pode ter relação com o fenômeno das mudanças climáticas. Freitas lembra que consideráveis áreas das Américas do Norte e do Sul, Austrália, Europa e Ásia foram atingidas por secas extremas, acarretando relevantes prejuízos econômicos, sociais e ecológicos. “Na Austrália, por exemplo, no período de cerca de 100 anos, compreendendo de 1864 a 1965, oito períodos de secas extremas foram registrados, os quais, em média, apresentaram uma duração de cinco anos”.

No Brasil

Sobre o Brasil, o especialista em Recursos Hídricos relembra que os últimos períodos de secas no nordeste brasileiro foram de 1981 a 1983, de 1992 a 1993 e do ano de 2002 a 2003 (em 2012 a região também sofre com a estiagem). As consequências da secas extremas durante a década de 70 e 80 foram a fome e o êxodo da população rural em direção ao sul do País ou às grandes metrópoles do nordeste, como Fortaleza, Recife e Salvador, todas localizadas no litoral. O “Polígono das Secas” abrange uma área de cerca de 940.000 km², envolvendo partes de quase todos os estados do Nordeste. Freitas observa que a agricultura ainda é a base da economia da região e que os períodos prolongados de secas reduzem a umidade do solo, acarretando enormes perdas às culturas. “A perfeita compreensão do fenômeno das secas faz-se, portanto, extremamente necessária para o uso sustentável dos limitados recursos hídricos da região”, aponta.


Entre 2006 e 2007 foram realizados estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais para diversas áreas do território brasileiro, como Amazônia brasileira, nordeste Brasileiro, Pantanal e Bacia do Prata, evidenciando as anomalias de chuva e temperatura, assim como balanço hídrico para o século XXI. Um dos apontamentos definidos nesses estudos foi uma diferença básica entre a seca e outras ocorrências naturais como cheias, furacões e terremotos, que iniciam e terminam repentinamente e se restringem, normalmente, em uma pequena região. Já a estiagem, quase sempre, tem um início lento, uma longa duração e pode alcançar uma área extensa.


As maiores secas que o Brasil já teve:

1877
Cerca de 500 mil pessoas morreram nesse ano por causa da seca. O estado mais atingido foi Ceará. O imperador dom Pedro II foi ao Nordeste e prometeu vender “até a última joia da Coroa” para auxiliar a população da região, mas não vendeu.

1915
A longa estiagem fez o governo reestruturar o Instituto de Obras Contra as Secas (Iocs), que passou a construir açudes de grande porte.

1934/36
É considerada a maior seca de todos os tempos até o início dos anos 80. A estiagem atingiu nove estados nordestinos e chegou até Minas Gerais.

1979/85
A mais longa seca do século XX foi marcada por uma onda de saques que chegou ao auge em 1981. O presidente João Figueiredo declarou que só restava rezar para chover.

1997/99
Os sinais mais graves da estiagem começaram a ser sentidos em outubro daquele ano. Na época, ocorreram saques em mercados, feiras e prefeituras das cidades sertanejas.

2001
O Rio São Francisco sofreu com a maior seca da sua história. Somada ao assoreamento, a estiagem reduziu drasticamente o volume de suas águas. A barragem de Sobradinho, a mais importante da região, atingiu os níveis mais baixos de sua história. A água no local em 1º de novembro de 2001 estava a 6,3% da capacidade, que é de cerca 34 bilhões de metros cúbicos.


Extremos na Amazônia

Na cartilha “Mudanças de Clima, Mudanças de Vida” a organização não governamental Greenpeace estima que mais de 31 milhões de brasileiros vivem em áreas sujeitas à desertificação, em 1,3 milhão de km2. Na Paraíba, 70% do território, onde vivem 1,66 milhão de pessoas, já sofre com o problema. No Rio Grande do Norte, 97,5 % do território é vulnerável à desertificação. O relatório da ONG lembra que um aquecimento fora do normal nas águas do Atlântico Norte turbinou os furacões de 2005 e causou a pior seca em décadas na Amazônia, deixando comunidades sem água e sem comida. A navegação foi suspensa em diversas áreas. De acordo com o documento, houve um aumento de 300% nas queimadas no mês de setembro daquele ano. As chuvas só retornaram em outubro. Meses depois, a Amazônia foi exposta a outro extremo. Chuvas intensas no começo de 2006 provocaram uma forte enchente que invadiu casas de milhares de ribeirinhos.


As áreas onde o problema da desertificação é mais acentuado são chamadas de núcleos de desertificação, sendo reconhecidas pelo ministério do meio ambiente as seguintes:

1Núcleo do Seridó, localizado na região centro-sul do Rio Grande do Norte e centro-norte da Paraíba, abrangendo uma área de aproximadamente 2.341 Km2, envolvendo vários municípios em torno do município de Parelhas;

2 Núcleo de Irauçuba no noroeste do estado do Ceará abrangendo uma área de 4.000 Km2 incluindo os municípios de Irauçuba, Forquilha e Sobral;

3 Núcleo de Gilbués no Piauí, com uma área de aproximadamente 6.131 Km2 envolvendo os municípios de Gilbués e Monte Alegre;

4 Núcleo de Cabrobó em Pernambuco que totaliza uma área de 5.960 Km2 abrangendo os municípios de Cabrobó, Belém de São Francisco e Floresta.


Extensão da desertificação no mundo

1) A desertificação atinge 33% da superfície emersa do planeta.

2) As áreas afetadas pelo fenômeno abrigam mais de 2,6 bilhões de pessoas, 42% da população mundial.

3) Cerca de 22% da produção mundial de alimentos são oriundos de áreas susceptíveis a deserti?ficação.


Histórico da desertificação no Brasil

1960 – 1970
O crescimento da produção agrícola regional caracteriza-se pela incorporação de novas terras e pelos financiamentos da SUDENE. Agricultura tradicional e baixo nível tecnológico.

A partir de 1970
Uso intensivo na aplicação de capital, especialmente na bacia do Rio São Francisco. Agricultura irrigada, intensiva em capital, mas sem o adequado manejo.

Consequências
Contribuindo para o aumento dos níveis de degradação ambiental, como mostram os dados sobre a salinização dos solos em algumas áreas do Vale do São Francisco, e a evolução da produtividade agrícola, que vem decrescendo a taxas médias de 1,8%/ano.

As 6 principais causas da desertificação

Extrativismo
Vegetal (Extrativismo de Madeira) e Mineral

Desmatamento desordenado

Queimadas

Indústria
Olarias/Panificação Pastoreio (superpastoreio/sobrepastoreio) - 90% dos pastos usam a caatinga. Observado que a capacidade suporte da caatinga é de 8 a 13 ha/bovino e 1 a 1,5 ha/caprino tem-se verificado, nos últimos 30 anos, um aumento do rebanho em 50% (densidade populacional).

Agricultura
Uso intensivo do solo na agricultura, irrigação mal conduzida, manejo e utilização incorreta do solo (salinização).

Os resultados do desenvolvimento da agricultura moderna de ontem até hoje:

As mudanças climáticas, segundo o Greenpeace, já ameaçam o regime dos rios amazônicos, que sobem na época da cheia e descem na época seca. Há um círculo vicioso na região. Ainda de acordo com a ONG, desmatamentos e queimadas geram 75% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, esse índice coloca o País na posição de quarto maior poluidor mundial, lançando entre 200 e 300 milhões de toneladas de carbono na atmosfera por ano. Isso intensifica o aquecimento global, que torna o clima mais seco na Amazônia. A floresta fica mais vulnerável ao fogo e à destruição.


Parte da umidade da Amazônia é transportada pelas correntes de ar em direção ao centro-sul da América do Sul. As alterações no clima e o desmatamento na região amazônica diminuem a formação de nuvens sobre a floresta. Dependente dessas chuvas, a região sul do Brasil fica exposta a períodos de seca muito severos. Foi o que ocorreu no período de 2004 a 2006, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que passaram por estiagens muito intensas. O Greenpeace observou que na safra 2004/2005, agricultores gaúchos enfrentaram a maior estiagem dos últimos 50 anos. A perda foi de 8,5 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e feijão), com um prejuízo recorde de R$ 3,64 bilhões e 451 municípios em situação de emergência ou estado de calamidade.


Os resultados do desenvolvimento da agricultura moderna de ontem até hoje:


1 Apropriação, por parte dos países desenvolvidos (antigas potênciascoloniais) da biodiversidade e do patrimônio genético de diferentes espécies(milho, sorgo, tomate, batata, arroz, pimenta, etc.) usadas pelos povos das terras áridas e semiáridas, precursores no desenvolvimento da agricultura;

2 Adaptação e desenvolvimento dessas espécies em adequação às condições de clima e solos europeus;

3 Desenvolvimento de processos de produção agrícola em larga escala dos produtos originários das terras secas e adaptados às condições europeias;

4 Substituição progressiva das culturas agrícolas nativas através da reintrodução das espécies adaptadas;

5 Desenvolvimento da agricultura comercial adaptada às condições temperadas e/ou tropicais úmidas (altamente exigentes em água e solos) nas terras das colônias;

6 Disseminação das espécies adaptadas ao clima temperado para as terras secas, ampliando sua vulnerabilidade face às restrições de água e solos.

Áreas degradadas

Em reportagem da Agência Brasil, publicada em julho de 2012 sobre os resultados das discussões feitas no 9º Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas (9º Sinrad), o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Tatagiba, estimou em 140 milhões de hectares o total de terras degradas no País. De acordo com o diretor, existem áreas degradadas em todos os biomas e regiões. Isso, segundo Tatagiba, ocorre onde a ocupação humana é mais antiga, como é o caso da Mata Atlântica. Para ele, se as áreas degradadas forem recuperadas, não seria preciso derrubar mais nenhum hectare de floresta para agricultura e pecuária.

Na mesma reportagem, o chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), Eduardo Campello, diz que o Brasil já detém tecnologia própria para reverter a degradação das terras, por meio de processos de seleção e manejo e trocando produtos químicos por insumos biológicos. Dessa maneira, ele considera ser possível reduzir ou até reverter a derrubada de florestas para a agropecuária.

O estudo sobre desertificação tem avançado no Brasil e no mundo. Apesar de discordâncias nos métodos de indicadores, todas as pesquisas têm por finalidade servir de material para políticas públicas que trabalham na diminuição do avanço desse fenômeno, que tem afligido o País durante décadas. Visto que além do aspecto ambiental a seca atinge diretamente famílias que vivem em regiões atingidas fortemente pela estiagem e que, com certeza, desejam que a canção de Sá e Guarabyra se torne um passado distante e que o mar continue sendo mar e o sertão altere sua seca realidade.


Fonte: Revista Época
Fonte: “Reflexos da Desertificação no Nordeste do Brasil” de Luciano José de Oliveira Accioly
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Fonte: “INDICADORES DE DESERTIFICAÇÃO: histórico e perspectivas” de Heitor Matallo Junior

Brasília – Em 2011, Brasília ficou mais de 100 dias sem chuva. Segundo o Inmet, os brasilienses sofreram muito com os efeitos da seca.


Fonte: http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/45/artigo266105-1.asp


 

 Artigo "O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: uma abordagem conceitual"




Artigo

Brasília sediará encontro de povos e comunidades tradicionais do Cerrado


Na semana em que é celebrado o Dia do Cerrado: 11 de setembro, o Memorial dos Povos Indígenas será palco do encontro dos povos do Cerrado, de suas manifestações culturais e da feira de produtos da sociobiodiversidade.

A Rede Cerrado, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, realizará o VII Encontro e Feirados Povos do Cerrado, de 12 a 16 de setembro de 2012, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF.

Com o objetivo geral de mobilizar os povos do Cerrado e a sociedade para implementação deações voltadas para a conservação e o uso sustentável do Cerrado, o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado será uma excelente oportunidade para darvisibilidade ao Cerrado, incluindo as ricas manifestações culturais dos seus povose comunidades tradicionais. Deverá reunir cerca de mil representantes indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazenteiros, quebradeiras de coco,agricultores familiares, além de organizações da sociedade civil das unidades da federação onde há Cerrado brasileiro (DF, Goiás, Tocantins, Maranhão, MatoGrosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Bahia).

O Encontro dos Povos do Cerrado, realizado desde 2001, se consolidou como um espaço para:troca de experiências que resultem na conservação do Cerrado e na promoção demeios de vida sustentáveis; valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado; discussão e formulação de posições políticas conjuntas; e divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma, como também das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.
Será dividido em três grandes momentos: o encontro; a feira dos produtos da sociobiodiversidadedo Cerrado e a programação com as manifestações culturais do Cerrado, além de shows de artistas renomados.

O VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado tem o apoio do MDA, MMA, CONAB, MDS, FUNAI, Petrobras, Rádio Cultura/Secretaria de Cultura/GDF, EMATER-DF, por meio da emenda parlamentar do Deputado Distrital Joe Valle, Memorial dos Povos Indígenas, Projeto Florelos (ISPN/Comissão Européia), Central do Cerrado, PNUD, IBRAM/SEMARH/GDF, Ibama, ICMBio e CESE.

O ENCONTRO
O Encontro terá uma extensa programação que envolve seminários, palestras, oficinas, audiência pública e demais atividades sobre temas relativos à conservação do Cerrado e a seus Povos. Teremos ainda uma Mostra de Tecnologias Sociais para que possamos difundir as tecnologias de produção, uso sustentável, organização social, entreoutras voltadas para a transformação social para nossas comunidades.

Será desenvolvido comfoco na participação das comunidades e entidades, formalmente filiadas ou não à Rede Cerrado, que atuam em prol da sustentabilidade do Cerrado. 

No dia 12/09 teremos à noite a solenidade de abertura com a fala dos Povos do Cerrado, autoridades e apoiadoresdo evento.

Dia 13/09, ao longo detodo dia, teremos seminários e painéis de debates acerca de assuntos inerentes ao Cerrado, seus povos e seus problemas, com a participação de autoridades eespecialistas. Na parte da tarde teremos o Grito do Cerrado.

No dia 14/09 ao longode todo o dia teremos a realização de várias oficinas simultâneas. Cadaparticipantes poderá escolher a oficina que pretende participar atentando que algumas oficinas possuem numero de vagas limitadas.

A relação de atividades do encontro com os respectivos responsáveis, local e horário de realização serão disponibilizadas em breve no site da Rede Cerrado.

A FEIRA
A Feira dos povos do Cerrado irá promover os produtos e a troca de experiência entre osempreendimentos ecossociais de base comunitários, assim como divulgar as possibilidades de uso sustentável do Cerrado e de suaconservação. Serão cerca de 100 estandes para exposição e comercialização de produtos de cerca de 200 organizações comunitárias.

A PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Todo evento será enriquecido com uma intensa programação cultural que deve levar cerca de 20 mil visitantes ao Memorial dos Povos Indígenas. Nesta edição, o evento será integrado com o Festival Puro Ritmo, com atrações culturais e uma praça de alimentação sustentável.

Rede Cerrado: 20 anos em defesa dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado

Na Rio 92, por ocasião da assinatura do Tratado dos Cerrados, nasceu a Rede Cerrado. Este documento definiu compromissos entre seus signatários para enfrentar as ameaças ao bioma, constituindo-se como o marco histórico e legal da Rede Cerrado.

A Rede Cerrado congrega organizações da sociedade civil que atuam na promoção do desenvolvimento sustentável e na conservação do Cerrado. São mais de 500 organizações identificadas com a causa socioambiental no bioma, que representam trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas,quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entreoutros. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.

O objetivo principal da Rede Cerrado é a luta pela conservação do bioma e a defesa de seus povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Entre as atividades da Rede Cerrado, destaca-se a realização, desde 2001, do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Um espaço de troca de experiências, de promoção demeios de vida sustentáveis, de valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado, de formulação de posições políticas conjuntas e, ainda, de divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma e das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.

A Rede Cerrado também atua estrategicamente em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

O Cerrado e seus povos e comunidades tradicionais

O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, é a savana com maior biodiversidade do planeta (5%). Ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins,Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo,Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. No Cerrado, moram 25 milhões de pessoas – 15% da população nacional, distribuída em 1.330 municípios.
É conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.

Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais44% são endêmicas (exclusivas do bioma), além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais, sendo 90 mil insetos (28% do total de espécies do Cerrado) e 2.500 espécies de vertebrados.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na listadas espécies ameaçadas de extinção.

O problema central da ocupação territorial e econômica do Cerrado é o caráter predatório do modelo agrosilvipastoril predominante, queameaça a própria existência do bioma e de seus povos. Até 2010, o Cerrado já havia perdido 48,5% de sua cobertura vegetal e o processo de devastação continua. Hoje, o bioma conta com 54 milhões de hectares ocupados por pastos e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas.

Ao longo de 12 mil anos de ocupação humana, uma variedade demeios de vida e estratégias de uso e convivência se apresentaram na relação desses grupos com a diversidade ecológica do Cerrado.
Os povos e comunidades tradicionais do Cerrado são arepresentação atual dessa sociobiodiversidade, como conhecedores e guardiões dopatrimônio ecológico e cultural da região. No tocante aos povos indígenas, nobioma encontramos mais de 80 etnias. Já os povos e comunidades tradicionaisabrangem quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, entreoutros, que convivem com o Cerrado, o conservam e respeitam.

A agricultura familiar e o extrativismo são importantes aliados na conservação dos ecossistemas por formarem paisagens produtivas queproporcionam a continuidade dos serviços ambientais prestados pelo Cerrado,tais como a manutenção da biodiversidade, dos ciclos hidrológicos e dos estoques de carbono.

Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares comprometidos com a conservação do Cerrado têm um papel extremamente relevante na manutenção do Cerrado em pé.

Serviço
O que: VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado
Quando: 12 a 16 desetembro de 2012
Quando: Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF

Fonte: http://www.redecerrado.org.br/HOME/index.php/sala-de-imprensa/noticias
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Marcio Bomfim e Rodrigo Vivar 1 Unicornio

Prêmio VivaLeitura 2012 recebe inscrições

 

| 27/08/2012
 


Até o dia 29 de setembro a Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) recebe inscrições para o Prêmio VivaLeitura. O Prêmio visa estimular, fomentar e reconhecer iniciativas brasileiras voltadas para a prática da leitura e premiará os 18 melhores projetos em todo o país no valor de R$30 mil para cada um. As inscrições são gratuitas e feitas no portal VivaLitura ou por meio de carta registrada, endereçada à FBN.

Neste ano, o Prêmio é direcionado para projetos dividido em três categorias: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade – epresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.

O Prêmio VivaLeitura é uma realização da FBN junto ao Ministério da Educação (MEC) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e a Cultura (OEI). A iniciativa conta com apoio do Conselho de Secretários de Estado da Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undine), da Fundação Banco do Brasil e da Fundação Santillana. O prêmio foi criado em 2005 e agora integra oficialmente o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Confira o edital
Faça sua inscriçãoonline ou via Correios, em carta registrada, com aviso de recebimento, endereçada a:

PRÊMIO VIVALEITURAFundação Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco, n° 219, Centro
CEP 20040-008 – Rio de Janeiro – RJ

Saiba mais no portal Prêmio VivaLeitura

Lançamento do livro “Produzindo Animações com Softwares Livres”

 

| 29/08/2012
 
Capa do livro Produzindo Animações com Softwares Livres (Foto: Divulgação)

“Produzindo Animações com Softwares Livres” é o primeiro livro que trata de produção de animações com softwares livres. Escrito por Ricardo Graça; tem por objetivo apresentar as soluções em softwares livres para a criação de uma animação.
O livro aborda conceitos técnicos como, composição de imagem, iluminação de cenas e operação dos seguintes softwares livres: Libre Office, Celtx, Inkscape, Gimp, Synfig, Tupi, Audacity, Kdenlive, Blender.

O livro apresenta cada software e mostra como utilizá-lo no processo de produção de uma animação, abordando as técnicas de animação 2D. 112 páginas. ISBN 978-85-66084-00-9.
Os livros são disponibilizados no esquema “Pague o quanto puder”; porém, para a versão impressa, o mínimo de doações é de R$ 10,00 para custear a impressão gráfica+taxa de SEDEX.

Para adquirir sua versão impressa ou baixar versão on-line, acesse o site da Livraria Ricolandia.
Fonte: Texto de Valessio Brito do portal Software Livre

Concertos Cultura Artística Itaim: Emmanuele Baldini e Caio Pagano em 05/09

Primeiro Seminário Sobre o Imaginário Luso-Afro-Brasileiro

















Convite para Abertura e Palestras do Primeiro Seminário Sobre o Imaginário Luso-Afro-Brasileiro - UNB (Brasília). É com grande satisfação que o Comitê Organizador o (a) convida para participar do Primeiro Seminário Sobre o Imaginário Luso-Afro-Brasileiro a ser realizado na Biblioteca do Senado Federal, em Brasília, às 18:30h do dia 10 de setembro, e no Auditório da Reitoria da Universidade de Brasília, dias 11 e 12 de setembro de 2012.

O Seminário homenageia Agostinho da Silva e José Aparecido de Oliveira, duas personalidades lusófonas que contribuíram para a formação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento, sem fins lucrativos, idealizado e realizado pelos Instituto Mukharajj, Instituto Espinhaço, Fundação Casa da Cultura e Casa Agostinho da Silva é Coordenado pela Profa. Dra. Chenia Rocha Figueiredo Ávila (FAU/UnB) e faz parte das comemorações dos 50 Anos da UnB, conta com o Apoio da Fundação Mares Navegados, Mambembrincantes e FAENGE.

Certos que podemos contar com a sua inestimável participação, subscrevemos a presente, colocando nossa Secretaria Executiva [tel.: (21)7632-7313, (61)84699080 e-mail:seminariolusoafrobrasileiro@gmail.com para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários. Todas as informações sobre o evento estão emhttp://www.imaginariolusoafrobrasileiro.blogspot.com.br/